sexta-feira, 20 de março de 2020

POR UMA GREVE GERAL METALÚRGICA PARA PARALISAR TODAS AS FÁBRICAS: IMPOR NA LUTA DIRETA A ESTABILIDADE NO EMPREGO E LICENÇA REMUNERADA DOS TRABALHADORES! DERROTAR O CORONAVÍRUS E ATAQUES DE BOLSONARO E DOS PATRÕES!


As fábricas montadoras do ABC paulista anunciaram que vão fechar a partir da próxima semana enquanto durar a Pandemia do Coronavírus. Segundo o Sindicado dos Metalúrgicos, controlado pela burocracia sindical cutista, “O Coronavírus se alastra e o Sindicato exige das montadoras e dos grupos patronais, por meio da FEM/CUT (Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT), para que liberem os trabalhadores o mais rápido possível”. Entretanto os patrões querem impor demissões, reduzir salários ou recorrer aos bancos de horas para compensação posterior. Os operários não devem aceitar e iniciar uma greve imediata para impor suas reivindicações. Não podem aceitar a redução de jornada com redução de salário, conforme recomenda o governo neofascista de Bolsonaro. Os trabalhadores que integram os grupos de risco devem ser afastados imediatamente do trabalho com garantia de emprego e direitos plenos. É necessário lutar pela suspensão em regime de férias coletivas ou licença remunerada imediatamente. A Volks antecipará a parada para a próxima segunda-feira, 23, mas não há garantia de estabilidade e remuneração. Por sua vez, a General Motors vai adotar férias coletivas em todo complexo de São José dos Campos. Em comunicado divulgado nesta quarta-feira (18), a GM afirma que haverá férias parciais e setoriais entre 30 de março e 12 de abril. O Sindicato dos Metalúrgicos de SJC ligado a Conlutas (PSTU e Resistência) reivindicou a adoção de licença remunerada para todos os trabalhadores, mas a fábrica continua funcionando normalmente até dia 30 de março, colocando em risco a vida dos trabalhadores. É necessário parar imediatamente a produção e decretar a greve! Somente a luta pode impor a suspensão da atividade laboral imediata de todo setor privado e público, a exceção do sistema de saúde, sendo garantido a estabilidade no emprego! Que os patrões paguem pela crise capitalista e suas mazelas sociais! Por sua vez, a burocracia sindical aposta no caminho da conciliação de classes e não da luta direta. Por isso anunciam como uma “grande vitória” as promessas vazias de Rodrigo Maia (DEM), presidente Câmara dos Deputados:  “As centrais sindicais conseguiram, na última terça-feira, 17, o apoio e o compromisso do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, à criação de um fundo emergencial para garantir emprego e renda aos trabalhadores mais vulnerá­veis durante o período de pandemia de coronavírus. Em reunião em Brasília, o presidente nacional da CUT, Sérgio Nobre, o presidente da Força sindical, Miguel Torres, e o da CGTB, Ubiraci Dantas (Bira), entregaram a Rodrigo Maia proposta elaborada de forma unitária pelas centrais sindicais para a criação do ‘Fundo de Estabilização Econômica e Social’, pelo qual o governo federal deve investir R$ 75 bilhões do Te­souro Nacional para garantir meio salário mínimo a 50 milhões de trabalhadores durante os próximos três meses. A criação do fundo tem que passar pela aprovação do Congresso Nacional”. (Tribuna Metalúrgica, 20.03). Alertamos que a crise econômica e a “quarentena global”, que pode ser muito mais longa ainda, levarão milhões de trabalhadores ao desemprego e morte por doenças sanitárias ou não. É necessário convocar as massas para a luta ativa, e não simplesmente publicitar exigências (mesmo que na maioria dos casos corretas) e acreditar que os Estados da burguesia atenderão as reivindicações sem fortes mobilizações de rua, greves e ocupações de fábrica. A inação do proletariado, sob a justificativa de se precaver do contágio do vírus, é a principal arma do imperialismo para ganhar esta verdadeira guerra contra a humanidade. A exigência de uma “pauta” para o capital cumprir, sem a ação direta das massas é absolutamente inócua e politicamente ainda mais criminosa do que o próprio Coronavírus. Como alertamos no último período, é preciso dotar as lutas de uma estratégia revolucionária, para isso faz-se necessário superar a política de colaboração de classes da CUT e do PT, caso contrário, novas derrotas como o fechamento definitivo da fábrica da Ford e a imposição da Reforma neoliberal da previdência vão se repetir em breve!

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