quinta-feira, 9 de julho de 2020

“CONTAMINAÇÃO POR COVID” DE BOLSONARO: CENÁRIO PERFEITO PARA O NEOFASCISTA ENQUADRADO PELA GLOBO E STF RECOMPOR O PACTO DE GOVERNABILIDADE BURGUÊS EM NOME DE AVANÇAR A AGENDA NEOLIBERAL
  

Enquanto o país está entretido com a fraude hospitalar acerca da contaminação de Bolsonaro por Covid, que se comportando como mandam os “protocolos sanitários” está em isolamento, seu filho Flávio prestou depoimento no Ministério Público do Rio no escândalo das rachadinhas e o habeas corpus impetrado pela defesa de Fabrício Queiroz e de sua mulher, Marcia Oliveira, chegou às mãos do presidente do STJ, ministro João Otávio Noronha. Não será surpresa se o presidente do STJ, figura constante nas solenidades do Planalto e alvo de gentilezas do presidente Jair Bolsonaro acolher o recurso para colocá-lo numa segura e confortável prisão domiciliar. O ambiente, movimentado pelas notícias sobre a contaminação e o isolamento de Bolsonaro, é mais um capítulo do acordo burguês para recompor o pacto de governabiliade com a Globo e o STF para dar andamento a agenda neoliberal. Somente após as eleições para prefeitos em novembro, teremos no país um quadro político de como está a correlação de forças internas entre os partidos patronais e como será o futuro do enquadrado Bolsonaro. Com isso, baixa-se a temperatura do caso Queitoz e do advogado Wassef, que já saiu completamente da mídia. Por sua vez, esse cenário é favorável para Bolsonaro e o seu clã, ainda que o Bonapartismo Judiciário os mantenham sempre na defensiva com o inquérito das Fake News e as investigações sobre o “gabinente do ódio” comandado pelo filho Carluxo. A Covid providencialmente deve livrar o presidente de seu depoimento no inquérito que apura interferência na Polícia Federal. Com a contaminação do presidente pelo coronavírus, que o “obriga” a ficar em isolamento por cerca de duas semanas, ou o depoimento fica postergado ou será dado por escrito. Nos bastidores comenta-se que a soma de recesso com a suposta Covid de Bolsonaro, o livra do depoimento presencial definitivamente. Para facilitar o acordo inter burguês, o pastor evangélico, deputado federal e um dos vice-líderes do governo do presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido-RJ) na Câmara, Otoni de Paula (PSC-RJ), entregou seu cargo de vice-líder nesta quarta-feira (8) após repercussão de vídeo em que xinga o ministro Alexandre de Moraes. “Entreguei meu cargo hoje à tarde porque não quero que minha fala seja reproduzida como sendo do Planalto. Foi minha opinião pessoal e é exclusivamente de minha responsabilidade”, afirmou o deputado. Por sua vez, Paulo Guedes, planeja tirar os recursos do Fundeb, fundo de financiamento da educação básica, para investir no programa proposto por Bolsonaro para substituir o Bolsa Família, o Renda Brasil. A transferência dos recursos precisa ser aprovada pelo Congresso, o que passa pelas negociações com Maia e Alcobumbre. Caso se efetive, é a prova que o acordo interburguês em curso encontra-se bastante avançado. Em resumo, enquadrado pela Globo e o STF, o neofascista busca recompor o pacto de governabilidade burguês para seguir a agenda neoliberal como exigem os rentistas...
TOQUE DE RECOLHER NA SÉRVIA: MILHARES SAEM AS RUAS CONTRA A REPRESSÃO DO CONFINAMENTO IMPOSTA PELO GOVERNO VUCIC, MARIONETE DO IMPERIALISMO ALEMÃO 


Milhares de pessoas tomaram as ruas de Belgrado na Sérvia nesta quarta-feira (08/07) para protestar contra uma decisão do governo neoliberal presidido por Aleksandar Vucic, em reeditar um toque de recolher na capital, com a justifica do surto do novo coronavírus. Após um começo pacífico, a enorme manifestação desta quarta-feira acabou tendo cenas de violência e repressão, depois que manifestantes responderam às investidas da polícia lançando objetos nas tropas do governo que reagiram com gás lacrimogêneo. Estima-se que os confrontos ocorridos já na terça-feira (07/07) tenham deixado cerca de 60 feridos, incluindo manifestantes e policiais. As cenas de brutalidade policial foram registradas pela televisão, incluindo um incidente na ontem em que policiais usaram cassetetes para espancar três homens que se manifestavam pacificamente. Um grupo de manifestantes conseguiu entrar no Parlamento e ficou dentro de cerca de 15 minutos quando foram despejados pela polícia. O presidente Aleksandar Vucic, anunciou que um toque de recolher será restabelecido das 18:00 na sexta-feira às 05:00 da segunda-feira na capital e que pode se estender ao resto do país, desde quarta-feira são proibidos reuniões de mais de 5 pessoas em espaços públicos fechados e também ao ar livre, uma draconiana medida antidemocrática que gerou forte revolta popular. Falando sobre a revolta popular , Aleksandar Vucic culpou a violência por "extremistas” que assumiram quando "cidadãos decentes" furiosos com as restrições ao coronavírus se retiraram da manifestação. Vucic também apontou o dedo acusador para "todos os tipos de influência dos serviços de segurança estrangeiros", insinuando influência política da Rússia nos protestos. As acusações de intromissão estrangeira são um assunto delicado na Sérvia, desde a "revolução das cores", apoiada pelos EUA em outubro de 2000, que colocou no poder a coalizão neoliberal "Oposição Democrática". No bojo da revolta popular, que tem como eixo a precariedade do sistema público de saúde diante da pandemia onde faltam hospitais e medicamentos e “sobram” as determinações de confinamento repressivo, Vucic se encontrará com líderes do imperialismo francês e alemão ainda esta semana para negociar a capitulação definitiva do governo sérvio diante do esquartejamento do país pelas forças da OTAN. Da mesma forma que apoiamos a revolta popular contra a repressão policial nos EUA, independente de suas direções, os Marxistas Leninistas defendem o justo direito das massas sérvias se rebelarem contra as medidas de confinamento repressivo do governo “democrático neoliberal” de Vucic, com o pretexto de “proteção sanitária”.

quarta-feira, 8 de julho de 2020

ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS EUA: BUSH ENTRA DE CABEÇA NA CAMPANHA DO DEMOCRATA BIDEN, COM SANDERS NA “ALA ESQUERDA”...


Um grupo político de aliados de George W. Bush endossou a campanha do candidato Democrata Joe Biden no processo da eleição presidencial de novembro. O grupo é composto por cerca de 200 funcionários e secretários do Gabinete que trabalharam com George W. Bush durante seu mandato como presidente, bem como aqueles que fizeram parte de suas duas campanhas eleitorais Republicanas. O grupo disse em um comunicado à imprensa que "procura unir e mobilizar uma comunidade de eleitores historicamente republicanos que estão consternados e desapontados com os danos causados ​​à presidência de Donald Trump em nosso país". Jennifer Millikin, uma das organizadoras do grupo e participante da campanha de reeleição de Bush em 2004, disse que ainda não estava pronta para divulgar os nomes de todos os membros e doadores, mas que crescem a cada dia as adesões. Millikin declarou à Reuters que o escritório de Bush foi informado sobre o manifesto e que em breve estará envolvido pessoalmente na campanha de Biden. O presidente Donald Trump criticou mais de uma vez George W. Bush no passado. "Precisamos de outro Bush no cargo, tanto quanto precisamos que Obama tenha um terceiro mandato". Trump também atacou a administração Bush dos ataques de 11 de setembro e sua invasão do Iraque durante a campanha de 2016. Outro ataque de Trump ocorreu em maio deste ano, quando George W. Bush pediu o fim do partidarismo em meio à batalha contra a pandemia do COVID-19, à qual Trump respondeu: “Aprecio a mensagem do ex-presidente Bush, mas onde ele estava durante o impeachment pedindo a retirada do partidarismo”. Há algum tempo que Trump vem sendo “isolado” pelas próprias instituições do Estado imperialista, como o Pentágono e a Suprema Corte, e agora na pandemia os próprios representantes dos trustes financeiros, como Buffet e Bill Gates, aderiram em peso a campanha do Partido Democrata. Formada a “Frente Ampla” em torno de Biden, com Bush, Sanders e o grosso da burguesia ianque, resta saber se os revisionistas ainda se sentiram “contemplados” com tamanha colaboração de classes com o imperialismo.
CRISE DO IMPERIALISMO IANQUE: “USAFRICA” NOW?


Na teoria da ciência econômica, ficou bastante conhecida a teoria da “BELÍNDIA”, ou seja a junção de duas realidades sociais absolutamente distintas, Bélgica e Índia, em um mesmo país capitalista periférico com um grande mercado, como o Brasil por exemplo. Agora no início do século XXI, esta realidade social e econômica dual, exclusiva a Estados imperializados, também pode ser vista em países imperialistas como a Inglaterra, França e principalmente nos Estados Unidos, que já pode ser caracterizado como “USAFRICA” pelo nível de pobreza de uma parte considerável de sua população. A crise de superprodução capitalista e a pandemia do coronavírus deixaram esta nova realidade muito transparente nos EUA, com filas quilométricas de pessoas que não tinham como se alimentar sem a ajuda estatal e outros milhares que sequer tinham teto para se abrigar. A sociedade norte-americana é cada vez mais desigual, e vários de seus indicadores socioeconômicos parecem cada vez mais distantes dos bons resultados obtidos pelos países imperialistas europeus de alta renda, como Alemanha, Holanda ou Suécia.

terça-feira, 7 de julho de 2020

BOLSONARO PEGA COVID: MAIS UMA FRAUDE HOSPITALAR EM FORMA DE “AUTO CRÍTICA MEIA BOCA” PARA JUSTIFICAR ABERTURA “RESPONSÁVEL”...
  

A anturragem bolsonarista tem uma larga experiência em promover farsas hospitalares, não precisamos lembrar a ninguém o caso da “fake facada” que praticamente selou sua vitória no primeiro turno com uma larga margem de votos. Agora o governo neofascista atravessa a fase do “enquadramento institucional”, assistimos um Bolsonaro supostamente “civilizado” disposto a conquistar uma estabilidade política, ameaçada pelas turbulências de suas bravatas golpistas que lhe custaram a perda de apoio no núcleo central da burguesia nacional, é só ver a Rede Globo empunhando a bandeira da “Frente Ampla Democrática”. Tudo leva a crêr que a admissão de Bolsonaro ter contraído Covid-19 trata-se uma de farsa montada pelo Planalto pera selar a “paz” entre as frações burguesas, incluindo a Suprema Corte e a Família Marinho, para na sequência dar andamento a agenda neoliberal ditada pelos rentistas que desejam a garantia de um mínimo de estabilidade política para avançar nas privatizações e liquidação do patrimônio nacional, como planeja o neoliberal Paulo Guedes, contando com a paralisia do movimento de massas imposta pelo PT e a CUT.  Neste “new” Bolsonaro acovardado e obediente até ao STF, seu pior adversário desde o início da pandemia, não caberia mais um presidente “negacionista” do Covid, o mercado opera a chamada farsa da “abertura responsável” e nada melhor do que uma “autocrítica” na prática, assumindo que contraiu a “doença leve” e que se recuperou rapidamente com o uso do protocolo médico que é ministrado no mundo real de todos os hospitais do país e do mundo, mais além da histeria midiática da OMS para demonizar a cloroquina e outros medicamentos, a não ser o caríssimo Rendesivir da Big Pharma mas que ainda não chegou no Brasil e na maioria dos países periféricos. Montado o “teatro de horrores” Bolsonaro convoca a “imprensa amiga” e como um canastrão declara que é portador da Covid e que irá praticar o isolamento recomendado, assim como todos que tiveram contato com “vírus neofascista”, incluindo ministros, o embaixador ianque no Brasil e o presidente da Fiesp, mesmo testando “negativos” mas supostamente “respeitosos” das orientações sanitárias... Mesmo a nova “fake doença” estando ainda em suas 48 horas iniciais, tudo leva a crer que este será o cenário consolidado, para um paciente imaginário que já havia contraído realmente o Coronavírus em março, quando voltava dos EUA, porém para o momento político da época não era conveniente admitir, o que hoje é totalmente oportuno para o “Jair Paz e Amor”...  
PRESOS POLÍTICOS MAPUCHE EM GREVE DE FOME CONTRA OS ATAQUES DE PIÑERA E DA JUSTIÇA BURGUESA: NÃO À PERSEGUIÇÃO AOS POVOS ORIGINÁRIOS NO CHILE!


Através de um comunicado divulgado nesta segunda-feira (06.07), 11 prisioneiros políticos mapuche encarcerados na prisão chilena de Lebu declararam uma greve de fome. No texto, eles relatam que estão iniciando "uma greve de fome líquida em apoio a nossos irmãos da prisão de Angol e do Celestino machi que hoje estão em greve há 64 dias". "Com essa greve de fome exigimos do governo (...) a liberdade de nossos irmãos, ainda mais neste momento de pandemia", continua o manifesto. Os presos políticos mapuches com quem os demandantes simpatizam iniciaram, desde 4 de maio, outra greve de fome liderada pelo machi (autoridade espiritual do povo mapuche) Celestino Córdova. Os mapuches são um povo indígena estabelecido no extremo sul da Patagônia. Várias de suas organizações exigem, principalmente do Estado chileno, maiores direitos, autonomia e autodeterminação. Por outro lado, nesta segunda-feira, cerca de 60 pessoas fizeram uma marcha pelas ruas de Temuco em apoio ao machi Córdova. A manifestação percorreu as ruas do centro da capital La Araucanía, sob a vigilância das forças policiais. A marcha chegou primeiro ao Tribunal de Apelações de Temuco, onde três representantes entregaram uma carta, pedindo que o pedido do machi fosse transferido da prisão de Temuco para sua comunidade para cumprir a sentença. O objetivo da greve de fome é conseguir a libertação de presos políticos ligados ao movimento indígena, considerado “terrorista” pelo governo Piñera baseando-se em lei criada na ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990). Ele defendem “a desmilitarização e fim da repressão às comunidades mobilizadas por seus direitos políticos e territoriais”. Os mapuche formam o grupo indígena mais numeroso do Chile, representando 6,6% da população total, de 16 milhões de habitantes. Com a greve de fome, querem também o fim de medidas contrárias ao movimento criadas durante a ditadura de Augusto Pinochet, como a aplicação da Lei Antiterrorista para as causas mapuches e processos abertos na Justiça Militar contra eles. O grupo se organizou como movimento social nos anos 1980 para defender os direitos das terras originárias. Os indígenas alegam que suas terras estão sendo exploradas “de forma irracional” por empresas privadas, que estão desmatando a região e prejudicando seu modo de vida. Criticam, por exemplo, a construção de uma represa e a instalação de uma fábrica de celulose, que desmatou dois mil hectares de terras de povos ancestrais.
IMPERIALISMO BRITÂNICO ANUNCIA SANÇÕES CONTRA RÚSSIA E COREIA DO NORTE: BORIS JONHSON CAPACHO DA CASA BRANCA...


O ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, Dominic Raab, anunciou nesta segunda-feira (06/07) sanções contra indivíduos e organizações russas por alegadas violações de direitos humanos: "Este governo está comprometido com o Reino Unido ser uma força cada vez mais forte para o bem no mundo. Vamos responsabilizar os autores dos piores abusos dos direitos humanos”. O porta voz do imperialismo britânico, atua como um mero capacho da Casa Branca, já que o desmoralizado Trump não quer se “queimar” com Putin, às vésperas da corrida eleitoral norte-americana. Os falcões do Pentágono cobram cada vez mais uma posição mais dura em relação aos seus adversários militares mundiais, como Rússia, China, Irã e Coreia do Norte. São 49 grupos e cidadãos da Rússia sancionados, um ato simbólico sem grandes efeitos econômicos mas que sinaliza uma disposição de guerra em um futuro cada vez mais próximo. As sanções são baseadas na "Emenda Magnitsky", legislação de 2018 que permite ao governo britânico sancionar supostos violadores de direitos humanos, desde que sejam inimigos do imperialismo. As regras britânicas são inspiradas em legislação semelhante aprovada pelos Estados Unidos. O nome da lei é uma homenagem a Sergei Magnitsky, um contador russo que morreu em uma prisão russa depois de ser acusado de um esquema de fraude fiscal. A imprensa afirmou na ocasião que Magnitsky era um delator que denunciou casos de corrupção. Barack Obama, então presidente dos Estados Unidos, aprovou a lei que proibiu oficiais russos acusados de participação na morte de Magnitsky de visitar ou usar o sistema bancário dos Estados Unidos.” O caso está encerrado. Aqueles com sangue nas mãos não estarão livres... para entrar neste país, comprar propriedades na Kings Road, fazer compras de Natal em Knightsbridge ou desviar dinheiro sujo pelos bancos britânicos", afirmou cinicamente o Ministro Raab, seguindo instruções do seu reacionário chefe Boris Jonhso. As sanções atingem 25 autoridades russas acusadas pelo Reino Unido de envolvimento na morte de Magnitsky. Também foram sancionadas duas entidades por sua suposta participação na operação de prisões na Coreia do Norte. As ações diplomáticas do Reino Unido contra Rússia e Coréia  do Norte, complementam a investida militar do imperialismo ianque contra a China, em um estágio de belicosidade muito mais avançado. O proletariado mundial não pode ficar neutro neste conflito, ainda que esteja em sua etapa inicial. Os Marxistas Revolucionários não são partidários do regime restauracionista de Putin, porém frente às investidas da OTAN contra países soberanos, estabelecer a linha da omissão seria um gravíssimo equívoco programático e político, que negaria todo o legado de Lenin e Trotsky acerca do caráter do imperialismo como o principal inimigo dos povos.

segunda-feira, 6 de julho de 2020

MORRE MORRICONE, O TITÃ DA MÚSICA: O OSCAR QUE HOLLYWOOD NEGOU AO MESTRE ATÉ 2016 POR CONSIDERÁ-LO “EUROCOMUNISTA”


Ennio Morricone, maestro e compositor de trilhas sonoras que marcaram a história do cinema, morreu aos 91 anos, nesta segunda-feira (06/07),na Itália. Morricone estava internado há 10 dias em uma clínica em Roma após sofrer uma queda e fraturar o fêmur. Não é que 'O Odioso Oito' (Quentin Tarantino, 2015) seja um filme ruim, mas na filmografia do diretor certamente estará para sempre em segundo plano. A mesma posição que a trilha sonora da película ocupará na vasta coleção de Ennio Morricone, o gênio que morreu hoje e que criou algumas das melhores trilhas sonoras lembradas antes da queda da “Cortina de Ferro” (contrarrevolução que destruiu os Estados Operários do Leste Europeu), mas que Hollywood só reconheceu com um Oscar em 2016 por compor a música deste filme. Considerado simpatizante do Partido Comunista Italiano, um dos precursores do chamado “eurocomunismo”, seu suposto alinhamento político interrompeu seu reconhecimento na indústria cinematográfica norte-americana, apesar de ser,  juntamente com John Williams, Hans Zimmer e Philip Glass, um dos melhores compositores de trilhas sonoras da história do cinema. É verdade que, em 2006, Morricone recebeu um Oscar honorário por toda a sua carreira, que é a forma diplomática que Hollywood geralmente aplica quando um dos membros mais notáveis ​​do cinema ameaça se aposentar sem um único prêmio em sua prateleira. O problema é que, embora o compositor italiano tenha continuado a compor muitos mais anos,ele se aposentou no início de 2019, e a maioria de seus melhores trabalhos data de antes dos anos 90, quando nos Estados Unidos ser membro de algum partido comunista, mesmo totalmente renegado do marxismo revolucionário como o PCI, representava uma espécie de “peste” artística e cultural. 
PERDI TODA CONFIANÇA NA INVESTIGAÇÃO MÉDICA DA OMS. MÚSCULO FINANCEIRO DA BIG PHARMA ESTEVE DISTORCENDO A CIÊNCIA DURANTE A PANDEMIA 

Por: Dr. Malcolm Kendrick (Clínico geral no Serviço Nacional de Saúde da Inglaterra)


A evidência de que um remédio barato e de venda livre custando menos de 1 Dólar e que combate o Covid-19 foi escamoteada. Por que? Porque os gigantes farmacêuticos querem vender-lhe um tratamento que custa aproximadamente 5.000 Dólares. É criminoso! Poucos anos atrás escrevi um livro chamado Doctoring Data. Era uma tentativa de ajudar as pessoas a entender o pano de fundo do maremoto da informação médica que desaba sobre nós a cada dia. A informação, que frequentemente é completamente contraditória, como "Café é bom para si... não, espere é mau para si... não, espere, é bom para si outra vez", é repetida ad nauseam. Também destaquei alguns dos truques, jogos e manipulações que são utilizados para fazer com que medicamentos pareçam mais eficazes do que eles são realmente, ou vice-versa. Isto, tenho a dizer, pode ser um mundo muito desestimulante para entrar. Quando faço palestras sobre este assunto, frequentemente começo com umas poucas citações. Por exemplo: aqui está o que a Dra. Marcia Angell, que editou o New England Journal of Medicine durante mais de 20 anos, escreveu em 2009: "Simplesmente não é mais possível acreditar em grande parte da investigação médica que é publicada, ou confiar no julgamento de médicos acreditados ou orientações médicas consagradas. Não tenho prazer nesta conclusão, à qual cheguei vagarosamente e relutantemente ao longo das minhas duas décadas como editora".
CHINA ENVIA CAÇAS SUKHOI-30 ÀS PROXIMIDADES DO ENCLAVE IMPERIALISTA DE TAIWAN: UMA JUSTA AÇÃO FRENTE AS PROVOCAÇÕES MILITARES DOS EUA


A China enviou hoje diversos caças SuKhoi-30 de fabricação russa à região ao sudoeste da ilha de Taiwan. As aproximações das aeronaves são uma resposta às provocações de aviões militares norte-americanas. Os Su-30 são caças de longa resistência, com sistemas avançados de radar e capacidade de transportar mísseis ar-ar de médio alcance. “A China não permitirá que nenhuma organização ou partido político separe qualquer parte do território chinês” afirma Wu Qian, porta-voz do Exército de Libertação Popular. A China havia recentemente enviado bombardeiros H-6, aviões de alerta e controle aéreo KJ-500 e caças J-11 à região próxima de Taiwan, além de navios de guerra. Por sua vez, a Marinha dos EUA respondeu no Twitter, mencionando os dois porta-aviões enviados à região para exercícios militares. Pequim tem um amplo leque de armas contra porta-aviões e que o mar do Sul da China esta sob o alcance do Exército de Libertação Popular. Washington enviou recentemente os dois porta-aviões para participar de exercícios planejados que coincidem com as manobras da China realizadas nas imediações das ilhas Paracel, que são reivindicadas por Pequim. Como se não bastasse, Pentágono decidiu transferir um bombardeiro estratégico B-52H para a Base Aérea de Andersen, na ilha de Guam, no oceano Pacífico. O atual ritmo da restauração do capitalismo na China não interessa aos EUA, por isso procuram de todas as formas debilitar a China. Foi assim em 1996, quando os EUA deslocaram porta-aviões, submarinos nucleares e navios de guerra para as proximidades da costa chinesa, a fim de "proteger" o enclave imperialista de Taiwan; em 1999 a OTAN bombardeou "por engano" a embaixada chinesa em Belgrado; em 1º de abril de 2001, um avião de espionagem norte-americano chocou-se com um caça chinês sobre o Mar da China Meridional. Os marxistas revolucionários estão na primeira linha de defesa da nação chinesa contra as agressões imperialistas, apesar de afirmamos claramente o caráter venal e corrompido dos ex-burocratas “comunistas” que liquidaram as principais bases sociais do Estado operário, para se converterem em uma nova classe social dominante. Apesar da restauração capitalista, o que proporcionou a China a criação de um dos maiores mercados do mundo, parte das conquistas do proletariado ainda estão de pé e sob ameaça da ofensiva imperialista. É exatamente neste ponto que se concentram todo o ódio da burguesia ianque contra a China, não podem admitir que um país recém-convertido à economia “livre” de mercado, mantenha conquistas operárias que devem ser eliminadas pelo “ajuste financeiro” global que promovem contra os povos. Portanto, mantém-se plenamente vigente o prognóstico do Programa de Transição, apontando que os bolcheviques-leninistas devem combinar a luta pela revolução socialista nos ex-Estados operários com as tarefas pendentes da luta política em defesa das conquistas ainda existentes. As constantes provocações contra o Estado nacional chinês cumprem, em última instancia, o objetivo de acabar com qualquer possibilidade de que algum regime ao redor do planeta se oponha ainda que minimamente ao “american way life”, como são os casos específicos da Coreia do Norte e Irã. Somente a revolução proletária, encabeçada por um autêntico partido revolucionário poderá retomar o controle para si da economia planificada na China e o controle do Estado por parte dos trabalhadores e enfrentar frontalmente a barbárie imperialista rumo à construção do socialismo.

domingo, 5 de julho de 2020

NO CURSO DO REFLUXO DA REBELIÃO ANTIRRACISTA: A “COMUNA CHAZ” SOFRE VIOLENTA REPRESSÃO SENDO DESOCUPADA PELA AÇÃO POLICIAL.LIBERDADE IMEDIATA PARA OS PRESOS POLÍTICOS DE SEATTLE!


Pelo menos 23 militantes antifascistas foram presos em Seattle, na última quarta-feira (01/07) quando a polícia desocupou os manifestantes que ocuparam o bairro de Capitol Hill, o chamado CHAZ, por mais de três semanas, transformados em um campo autônomo contra a brutalidade policial, no âmbito dos protestos contra o covarde assassinato de George Floyd. O despejo do bairro começou após a ordem emitida pela prefeita da cidade, a Democrata Jenny Durkan, para “sanear”o bairro devido a "problemas de segurança, saúde pública e propriedade" ocorridos nas últimas semanas. Registre-se o fato da Democrata ter dado declarações iniciais que não interviria na ocupação, chegando a criticar as ordens de Trump que exigia uma ação mais enérgica da prefeita. Porém no curso do refluxo nacional das mobilizações nacionais antirracistas, o CHAZ acabou “caindo” diante da ação policial e nas ilusões políticas no Partido Democrata. Para justificar o despejo, os provocadores do serviço policial organizaram quatro tiroteios, dois deles fatais, assaltos, agressões, violência e crimes de invasão propriedade no bairro. Em uma intervenção sem grande conflito de resistência por parte dos ocupantes, os policiais, muitos deles da tropa de choque, entraram no bairro ao início do amanhecer e demoliram as tendas e barricadas erguidas no local, enquanto cercavam os antifascistas. No total, 23 ativistas foram detidas durante a operação, declarou Carmen Best, chefe da polícia de Seattle, subordinada da prefeita Democrata. Uma equipe policial removeu uma placa dizendo "Não sairemos até que nossas demandas sejam atendidas: corte pela metade o orçamento da polícia de Seattle, financie comunidades negras e liberte manifestantes detidos", era o troféu do triunfo da repressão policial contra o movimento. O bairro de Capitol Hill foi tomado pelos antifascistas em 08 de junho, depois que a polícia levantou a cerca instalada em uma delegacia no leste da cidade e deixou o prédio, depois de vários dias de confrontos com manifestantes. O CHAZ tornou-se um campo improvisado de intercâmbio cultural, artístico e social, que contou com o apoio inicial do conselho da cidade, o que provocou a fúria de Trump, que a prefeitura de perder o controle da administração da cidade, ameaçando enviar o  Guarda Nacional. Não é a primeira vez que Seattle é palco de protestos em massa, demonstrações de resistência à autoridade e feroz repressão policial. Em 1999, durante uma cúpula da Organização Mundial do Trabalho, a polícia reprimiu os protestos, provocando vários dias de falta de controle e violência, terminando com protestos ainda maiores em repúdio à brutalidade policial. A história acabou de repetindo mais de vinte anos depois, o que coloca a necessidade da construção de um verdadeiro poder revolucionário do proletariado norte-americano.
NÃO A ANEXAÇÃO DA CISJORDÂNIA PELO ENCLAVE SIONISTA: RESPONDER A OFENSIVA DE ISRAEL CONTRA A PALESTINA COM UMA NOVA INTIFADA PARA DERROTAR O PLANO DE TRUMP E NETANYAHU!


No dia 1º de julho de 2020, conforme anunciado pelo chacal primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, deveria ter se “iniciado” oficialmente a anexação da Palestina, 30% da Cisjordânia, que inclui o vale do rio Jordão, todos os assentamentos ilegais e a margem norte do Mar Morto, conforme o plano de Donald Trump intitulado cinicamente como "Acordo do Século". O único acordo ali estabelecido, obviamente, é entre Israel e Estados Unidos, que criaram um meio para oficializar a colonização das terras palestinas, assentamentos sionistas, efetivação da limpeza étnica. O projeto de perseguição aos palestinos e o roubo de seu território histórico teve como um dos pontos cruciais a partilha de 1947 e a posterior Nakba, Catástrofe, quando foi executada a expulsão de um enorme contingente de palestinos – mais de 80% da população que habitava o que se tornou Israel foi deslocada -, gerando refugiados internos e externos, hoje somando 5,6 milhões. Fato é que para muitos palestinos essa catástrofe não se encerra. O regime de apartheid e colonialismo da Palestina por parte de Israel ocorre desde 1948. A ocupação de Jerusalém, desde 1967 já é uma anexação do território. O que "Acordo do Século" avança contra os palestinos? Intitulado “Paz para a prosperidade: uma visão para melhorar a vida do povo palestino e israelense”, dentre as inúmeras propostas, neste plano Trump propõe a anexação da região do rio Jordão pelo Estado de Israel. Segundo o documento publicado pela Casa Branca, "O plano designa fronteiras defensáveis para Israel (…) conferindo-lhes a maior responsabilidade pelas terras a oeste do rio Jordão" bem como para os palestinos "alocando terras aproximadamente comparáveis a Cisjordânia e Gaza para estabelecer um Estado Palestino. As ligações de transporte permitiriam um movimento eficiente entre Gaza e a Cisjordânia..." O que podemos retirar desse projeto é a implementação de expropriação das terras palestinas, expulsão do povo palestino de suas casas, a larga ocupação da área fértil e agrícola do rio Jordão, o alargamento da faixa de dominação israelense no entorno de Jerusalém, além  da oficialização de Jerusalém como capital de Israel, como já era de interesse de Trump desde o início de seu mandato. Outras novidades vêm à tona, como a criação de um "arquipélago palestino" formado por aproximadamente oitenta ilhotas de terras subdivididas, que não estarão ligadas, ou seja, um aumento do controle exercido por Israel das fronteiras e, consequentemente, aniquilação total da Palestina. Um outro ponto crucial no plano de Trump é a perda do "Direito de Retorno" pelos refugiados palestinos, estabelecido demagocicamete através da resolução 194 da ONU. Alertamos que a única alternativa que poderá dar uma resolução cabal à legítima reivindicação nacional do povo palestino, assim como livrar as massas e trabalhadores da região de seus gigantescos sofrimentos ao longo de vários séculos, é a defesa de uma Palestina Soviética baseada em conselhos de operários e camponeses palestinos e judeus. A expropriação do grande capital sionista, alimentado em décadas pelo imperialismo ianque, impossível de ser conquistada sem a destruição do Estado de Israel, garantirá a reconstrução da Palestina sob novas bases, trazendo para seu povo o progresso e a paz tão almejada durante mais 70 anos de guerra de rapinagem imperialista na região.

sábado, 4 de julho de 2020

CHINA RESPONDE A GUERRA HÍBRIDA CONTRA SEU TERRITÓRIO: “EM HONG KONG OS DIAS COLONIAIS SE FORAM”


Hong Kong foi arrancada literalmente a canhonaços da China continental na Guerra do Ópio, movida pelo imperialismo britânico para impor seu tráfico de droga à maior nação asiática. São hoje estes bandidos imperialistas (ianques e bretões) que pretendem dar “lição de democracia” ao antigo Estado Operário. “Longe vão os dias em que Hong Kong estava sob o domínio colonial britânico”, reagiu indignado o embaixador do governo chinês em Londres, Liu Xiaoming, à ameaça do reacionário primeiro-ministro Boris Johnson de conceder passaporte britânico a “três milhões” de moradores de Hong Kong, se for mantida a Lei de Segurança Nacional, aprovada na semana passada pela Assembleia Popular Nacional da China, que proíbe a secessão, a conivência com forças estrangeiras, a sedição e o terrorismo internacional. A China consquistou a devolução de Hong Kong em 1997, que integrava seu território desde 200 AC. Na última terça-feira (30/06) a mais alta instância do poder legislativo na China, a Assembleia Popular Nacional (APN) aprovou a lei que objetiva defender Hong Kong da infiltração estrangeira, como visto no ano passado, em que líderes políticos das “manifestações pela democracia” se reuniam com uma ‘conselheira’ da CIA para receber instruções, e até foram flagrados em vídeo divulgado amplamente. Não foi ocultado para ninguém quando os “rebeldes” de Hong King exibiam bandeiras norte-americanas e britânicas para cima e para baixo, cantavam o hino de Tio Sam e o “God save the Queen”, e adaptavam o ‘Glória à Ucrânia’ dos nazistas da Praça Maidan para “Glória a Hong Kong”. 
FEDER, O EMPRESÁRIO ULTRANEOLIBERAL, PODE ASSUMIR O MEC... UM HOMEM DO MERCADO PELA PRIVATIZAÇÃO DO ENSINO E A DESTRUIÇÃO DA ESCOLA PÚBLICA


Renato Feder poderá ser o novo Ministro da Educação, o empresário ultraneoliberal comandava a Secretaria de Educação do Paraná do governo fascista Ratinho Jr. (PSD). Ele se apresenta como CEO da Multilaser, empresa com 3 mil funcionários superexplorados e que atua no segmento de eletrônicos e informática, fazendo negócios milionários com os orçamentos estatais por todo o país. Já defendeu a extinção do MEC e a privatização de todo o ensino público, a começar pelas universidades. A proposta, que incluía a concessão de vouchers para as famílias matricularem os filhos em escolas privadas, está no livro “Carregando o Elefante” de 2007. Feder fez carreira no setor de tecnologia. Destacou-se como executivo depois de assumir, nos anos 2000, a sociedade na Multilaser, à época uma pequena empresa de reciclagem de cartuchos para impressoras herdada pelo amigo de infância de Feder, Alexandre Ostrowiecki. Sob o comando dos dois e devido a seus negócios juntos aos governos burgueses no Paraná, a companhia tornou-se uma bilionária da tecnologia, com faturamento superior a R$ 2 bilhões e escritório na Brigadeiro Faria Lima. Antes, Feder havia passado pela construtora Promon e pela consultoria de crédito Serasa. Foi também em parceria autoral com Ostrowiecki que Feder publicou seu livro ultraneoliberal, em que os dois autores defendem um plano detalhado de “desconstrução do Estado”, que definem como um processo profundo de eliminação do Estado “em todas as atividades que hoje ele faz mas que poderiam ser repassadas à iniciativa privada, como a educação”. O livro defende que a iniciativa privada é “intrinsecamente mais eficiente na gestão de qualquer coisa”. “Assim como é melhor que uma empresa privada frite hambúrgueres do que o governo, o mesmo ocorre no caso de uma escola”, afirma. No caso da proteção às pessoas contra a miséria absoluta, por exemplo, o livro defende que o ideal é passar o máximo dessa tarefa para organizações não governamentais e “deixar para o governo apenas casos emergenciais”. Na saúde, o livro também defende privatizar todos hospitais e postos de saúde, cabendo à assistência social pagar planos de famílias que comprovarem incapacidade de fazê-lo. Para a Previdência, a proposta do possível futuro ministro é “abolir completamente a previdência, tanto do setor público quanto do setor privado. Cada pessoa decide se quer ou não realizar plano privado de previdência social”. 

sexta-feira, 3 de julho de 2020

A FALÊNCIA NÃO É SÓ DA BOEING (EUA): AIRBUS EUROPEIA ANUNCIA DEMISSÃO DE 15 MIL TRABALHADORES POR CONTA DA CRISE CAPITALISTA


A crise econômica capitalista, agravada com a quarentena global forçada pelo trustes financeiros que estão se beneficiando da pandemia, levou  a indústria da aviação civil quase a falência. Situação análoga atravessa o setor de transportes aéreo. As companhias aéreas estão em vias de desaparecer, ou estão sobrevivendo com pesados subsídios  estatais, aumentando a dívida pública das nações com os rentistas internacionais. É a pior crise de sua história. A Lufthansa alemã estima que o número de passageiros em 2019 não será atingido até 2023 e demitirá 26.000 trabalhadores. A Airbus europeia perdeu 40% de sua atividade, o que significa cair no nível em que estava há cerca de 10 a 15 anos atrás, só “decolará” às custas da força da intensificação do trabalho operário e demissões em massa. Não esconde a causa da crise: é uma crise de superprodução capitalista que existia muito antes do confinamento e da pandemia do coronavírus. Como noticiou o jornal espanhol “Les Echos”: Em agosto de 2019, antes da crise dos coronavírus, a política dos últimos anos era escolher aeronaves de corredor único, aeronaves de médio porte capazes de transportar de 150 a 250 passageiros com progresso suficiente.  para não ficar à sombra de aeronaves de corpo largo, como o Airbus A350 ou o Boeing 787”.  A Airbus já construiu um modelo de companhia aérea comercial para se adaptar à crise que segue o modelo de aeronave menor e com menor consumo de combustível, às custas é claro da demissão em massa de trabalhadores.  Antes da pandemia, a Airbus tinha planos de pelo menos manter a produção. Agora, o que você tem são planos de redução. Em todo o mundo, a força de trabalho do setor aéreo é de cerca 150 mil trabalhadores(construção e transporte)mas hoje só o complexo Airbus anunciou a demissão de 15 mil entre agora e o verão do próximo ano. É apenas parte dos cortes que também serão estendidos a fornecedores e companhias aéreas.  A sobrevivência de toda uma indústria está em risco. As companhias aéreas de todo o mundo anunciam cortes na força de trabalho ou novas estratégias adaptadas à realidade do mercado: menos viagens, menos empresas de turismo,menores aviões de transporte de passageiros e de cargas. O CEO da Airbus afirmou que a crise ainda pode piorar: “De qualquer forma, a empresa não levantará a cabeça até 2025 e nunca recuperará o nível anterior”. O governo francês declarou que deseja cortar os voos internos "drasticamente" se houver uma alternativa ferroviária de menos de duas horas e meia. A única alternativa para os trabalhadores diante das demissões em massa no mundo inteiro é a revolução socialista, mobilizando com reivindicações transitórias para exigir a expropriação de cada fábrica ou empresa que demita ou declare falência.
DUAS “LAVA JATO”?: SERRA SOMENTE ACUADO, FHC INTOCÁVEL, ENQUANTO LULA E DIRCEU FORAM PRESOS...


A Força Tarefa da Lava Jato, composta pelo Ministério Público Federal (MPF) denunciou, nesta sexta-feira (03/07), o ex-governador e atual senador tucano José Serra, uma das principais lideranças históricas do PSDB ao lado de FHC. Também foi denunciada sua filha, Verônica Allende Serra, pela prática de lavagem de dinheiro transnacional. Segundo a denúncia oferecida pela Força-Tarefa Lava Jato de São Paulo, José Serra, entre 2006 e 2007, valeu-se de seu cargo e de sua influência política para receber, da Odebrecht, pagamentos indevidos em troca de benefícios relacionados às obras do Rodoanel Sul. Milhões de Reais foram pagos pela empreiteira por meio de uma sofisticada rede de offshores no exterior, para que o real beneficiário dos valores não fosse detectado pelos órgãos de controle. As investigações, conduzidas em desdobramento de outras frentes de trabalho da Lava Jato de SP, demonstraram que José Amaro Pinto Ramos e Verônica Serra constituíram empresas no exterior, ocultando seus nomes, e por meio delas, receberam os pagamentos que a Odebrecht destinou ao então governador de São Paulo. Nesse contexto, realizaram numerosas transferências para dissimular a origem dos valores, e os mantiveram em uma conta offshore controlada, de maneira oculta, por Verônica Serra até o fim de 2014, quando foram transferidos para outra conta de titularidade oculta, na Suíça. Ainda é cedo para  prognosticar o que realmente significarão as denúncias e as operações policiais disparadas hoje contra José Serra, ou seja se resultarão em alguma prisão do líder tucano ou sua filha. Entretanto o mais provável é que se trate de uma Operação política, ungida pelo Planalto e talvez até do neotucano João Dória, para acuar e desmoralizar uma direção tucana já completamente “fora do jogo” eleitoral. O fato da Lava Jato continuar blindando o “príncipe” intocável FHC, comandante mor de toda a privataria e corrupção tucana, aponta que não avançarão nos limites de um “susto” para acuar o “arquivo vivo” José Serra e manter o PSDB na linha de “colaboração crítica” com o governo neofascista de Bolsonaro. Chama atenção, apesar do grande alarido da mídia corporativa contra as evidências irrefutáveis do “mar de lama” tucano, que não façam a equivalência com a conduta da “Lava Jato” em relação ao PT, que teve Lula e José Dirceu presos e condenados, além de mais de uma dezena de dirigentes do partido na mesma situação. A ação “suave” da Força Tarefa contra Serra, só ajudou a desnudar ainda mais o real caráter da Lava Jato, uma Operação voltada contra a esquerda reformista (antiga gestora do Estado Burguês) arquitetada desde os porões da Casa Branca, para abocanhar setores da economia nacional para as corporações financeiras do imperialismo.
ESTÁ COMPROVADO QUE FBI E A CIA DIRIGIAM A LAVA JATO: A LBI CONSTATOU HÁ CINCO ANOS ATRÁS E FOI ACUSADA DE “CONSPIRANÓICA” PELA ESQUERDA REVISIONISTA


Os Procuradores Federais da farsante Lava Jato que se “venderam” como heróis nacionais combatendo o “mar de corrupção” à “serviço da pátria brasileira” mantiveram por anos uma relação com agentes do Estado norte-americano, que representavam os interesses nacionais...da burguesia imperialista ianque. A grande fraude da “República de Curitiba”’ veio abaixo, foi comandada pelo justiceiro Sérgio Moro, que na verdade não passava de um títere da Casa Branca. O “fio do novelo” começou a ser puxado a partir da agente do FBI (CIA) Leslie R. Backschies, que foi designada em 2014 para acompanhar as “investigações brasileiras”. É um bom exemplo de como a relação entre o MPF brasileiro com os EUA foi se estreitando, e nunca pelas vias oficiais e públicas. Parte dessa verdadeira trama foi recuperada pela Agência Pública, em reportagem divulgada nesta última quarta-feira (01/07), com base em conversas de Procuradores obtidas pelo site “The Intercept Brasil”. Segundo relato de um procurador do Departament of Justice dos Estados Unidos, Robert Appleton, tudo começou com uma conversa informal, em que a Polícia Federal brasileira pediu auxílio do FBI nas investigações de corrupção no Brasil. O convite foi feito durante uma reunião da OCDE em 2014. Em outubro de 2015, no curso da crise do governo Dilma, o MPF de Curitiba recebeu a visita de 17 agentes norte-americanos. Entre eles, estavam procuradores ligados ao Departamento de Justiça e agentes do FBI (não se sabe a identidade de todos os convidados). De acordo com conversas divulgadas pelo Intercept, os chefes mafiosos da "Lava Jato" não informaram os encontros para o governo brasileiro, conluios realizados para “cooperar” com as autoridades do imperialismo ianque em seu objetivo de quebrar a Petrobras e as grandes empreiteiras brasileiras.Em 2016, já no processo avançado do golpe parlamentar (impeachment) Leslie Backschies voltou à cena e tirou uma foto com o cartaz das "10 medidas contra a corrupção", um projeto de lei impulsionado por Deltan Dallagnol  que fracassou no Congresso, apesar de ter virado um símbolo da atuação da quadrilha da "Lava Jato". A foto foi enviada pela procuradora Thaméa Danelon para Deltan Dallagnol, que em resposta comentou "hehehe... legal a foto”. O registro foi feito durante uma palestra dos agentes do FBI para 90 membros do MPF paulista. Promovida pela Secretaria de Cooperação Internacional da Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Procuradoria da República em São Paulo, a palestra teve como objetivo ensinar o funcionamento do Foreign Corrupt Practices Act (FCPA). O próximo registro da atuação de Leslie no Brasil foi sua presença em um evento noticiado pela ConJur em 2018. No evento, funcionários e ex-funcionários do FBI e do Departamento de Justiça dos EUA e advogados discutiram investigações internacionais e práticas de compliance. A reunião foi organizada pelo escritório internacional CKR Law, pelo Comitê Brasileiro da Câmara de Comércio Internacional e pelo Demarest Advogados. Atualmente, Leslie comanda a Unidade de Corrupção Internacional do FBI, a mesma que inaugurou um escritório em Miami só para investigar casos de corrupção em países estratégicos na América do Sul, entenda-se organizar os golpes de Estado em nosso continente. Questionada sobre a atuação de agentes do FBI em território brasileiro e sobre a “parceria” com os membros da "Lava Jato", a embaixada americana cinicamente respondeu em nota:” O FBI colabora com as autoridades brasileiras, que conduzem todas as investigações no Brasil, inclusive todas as investigações que envolvem o Brasil e os EUA. As autoridades federais e estaduais brasileiras trabalham rotineiramente em parceria com as agências policiais dos EUA em uma ampla gama de questões. Os Estados Unidos e o Brasil mantêm uma excelente cooperação policial na FCPA, mas também no combate ao crime transnacional e em muitas outros âmbitos de interesse mútuo. Procuramos oportunidades de aprender com todas as nossas investigações. Um intercâmbio de boas práticas faz parte da boa cooperação que desfrutamos com nossos colegas brasileiros”. As revelações dos vínculos da “República de Curitiba” com a Casa Branca e que hoje vieram parcialmente à tona, são apenas uma pequena parte de toda a operação que teve graves desdobramentos políticos e econômicos para nosso país, porém são a “ponta do iceberg”  para comprovar a caracterização de todo o processo fraudulento da “Lava Jato” sob a direção da CIA, denunciado originalmente pela LBI no final de 2014 quando foi acusada pela esquerda reformista de ser uma organização “conspiranóica”...

quinta-feira, 2 de julho de 2020

“VERDES E ECOLOGISTAS” ALEMÃES: NA LINHA DE FRENTE DA ODIOSA CAMPANHA IMPERIALISTA CONTRA A CHINA


Na última sexta-feira (26/06) os conhecidos senadores norte-americanos Marco Rubio (Republicano) e Bob Menéndez (Democrata) fundaram o IPAC (Aliança Interparlamentar contra a China), um novo bloco reacionário ianque para manter a pressão contra o antigo Estado Operário asiático, que ameaça a hegemonia do imperialismo em vários terrenos. O IPAC é liderado pela pelos Estados Unidos, com apoio dos títeres Austrália e Japão. Na direção executiva do IPAC, estão figuras da extrema direita, que impulsionam a campanha pela “democracia” em de Hong Kong, como o Dr. Darren Mann, cirurgião britânico com experiência em zonas de guerra e conflitos armados, e o vice-presidente do Congresso Mundial Uigur (minoria muçulmana da China) Robert L. Suettinger, que estranhamente tem sua sede em Munique, sem um único representante da minoria religiosa. O IPAC “envolveu” membros de doze parlamentos nacionais, incluindo os do Partido Verde Alemão, Margarete Bause - membro do Bundestag alemão - e Reinhard Bütikofer - membro do Parlamento Europeu - que estão entre os vice-presidentes da entidade imperialista. Um dos objetivos do IPAC é conseguir que a União Européia aplique as sanções econômicas dos Estados Unidos contra o governo de Pequim, uma proposta que sequer conta com o apoio da maioria dos governos europeus, mas sim com o do Parlamento Europeu. Em março deste ano, durante a Conferência de Segurança de Munique, Reinhard Bütikofer, um membro ambientalista do Parlamento Europeu, já propôs a criação de um grupo de pressão legislativo contra a China, ele agora é vice-presidente do IPAC.
INGLATERRA NEGA-SE A ENTREGAR 31 TONELADAS DE OURO A MADURO: O IMPERIALISMO BRITÂNICO ROUBA O POVO VENEZUELANO... PARA FINANCIAR GOLPES E INTERVENÇÕES MILITARES CONTRA O GOVERNO BOLIVARIANO


O Tribunal Superior Britânico decidiu nesta quinta-feira que é o fantoche da oposição golpista  venezuelana, Juan Guaidó, e não o governo eleito do presidente Nicolás Maduro, que pode acessar as 31 toneladas de ouro, avaliadas em mais de 1.000 milhões de dólares, que estão sendo mantidos em Banco da Inglaterra . Para o imperialismo britânico, segundo o juiz Nigel Teare, Guaidó é "inequivocamente" o "presidente constitucional interino" do país e é sua administração "fantasma" que pode acessar essas reservas. A decisão de Teare ocorre após uma disputa sobre esses recursos, depois que o Banco Central da Venezuela (BCV), presidido por Calixto Ortega, entrou em 14 de maio em um processo contra o Banco da Inglaterra para obter e vender Lingotes venezuelanos, para transferir recursos para o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e, assim, adquirir os alimentos e medicamentos necessários para o país do Caribe em meio à pandemia. Dessa forma, nem a oposição nem a comunidade internacional acusariam o governo Maduro de querer usar o dinheiro para outros fins. "Cada minuto e hora que passa significa pessoas que podem perder a vida devido ao vírus, e a Venezuela exige seus recursos", disse o vice-presidente Delcy Rodríguez. No entanto, o Banco da Inglaterra alegou que não sabia quem era o legítimo proprietário do ouro venezuelano. Portanto, Teare decidiu que ele deveria primeiro esclarecer quem era seu representante legítimo e depois discutir sua rendição. Agora, essa decisão abre as porta para o golpista Guaidó manietado por Trump se apropriar tambpém de outros recursos retidos em vários bancos estrangeiros. O acesso às reservas de ouro já foi negado em 2018, quando o governo Maduro, em meio a crescentes sanções internacionais, pediu ao Banco da Inglaterra para liberar o ouro venezuelano que mantinha sob seus cofres. Mas em janeiro de 2019, esse pedido foi negado. Naquela época, o banco alegou que o primeiro-ministro britânico Boris Johnson só reconheceu Guaidó como presidente legítimo, depois que o parlamentar da oposição direitista se declarou pateticamente em uma praça como "presidente autoproclamado". Com esse reconhecimento absurdo, Guaidó nomeou José Ignacio Hernández como representante legal no exterior e pediu à então primeira-ministra Theresa May e às autoridades do Banco da Inglaterra que se recusassem a entregar os lingotes ao governo Maduro, alegando que "usaria para fins corruptos". Durante décadas de governos burgueses de direira, a Venezuela armazenou ouro que faz parte das reservas do BCV em bancos estrangeiros, tanto na Europa quanto nos EUA. Bolton diz que o Reino Unido "teve o prazer de cooperar" com os EUA congelando os depósitos de ouro da Venezuela no Banco da Inglaterra. Bolton diz que o Reino Unido "teve o prazer de cooperar" com os EUA congelando os depósitos de ouro da Venezuela no Banco da Inglaterra. 
LULA AFIRMA “MERCADO QUER MANTER BOLSONARO E ESTÁ ADORANDO A POLÍTICA DE DESTRUIÇÃO DO ESTADO BRASILEIRO”... MAS NÃO FALOU QUE O PT DESEJA APENAS “SANGRAR” O NOEFASCISTA DE OLHO NAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS


O ex-presidente Lula “alertou” em diálogo virtual com Leonardo Boff “Quem é que gosta do governo Bolsonaro? É o mercado financeiro, a Rede Globo, os empresários adoram. O que eles ganham? É o projeto de privatização do Guedes. Não se enganem: o mercado quer que ele continue. Quer que ele seja mais ameno e pegue um pouco mais leve com a Globo. Mas eles, no fundo, no fundo, adora a política de destruição que ele está fazendo na Economia e nos direitos dos trabalhadores”. Ao final da “live” Lula disse que era preciso “radicalizar”. O que significaria essa bravata na boca do ex-presidente? Tomar as ruas, fazer greve, derrubar Bolsonaro?... Nada disso! “Em nome do humanismo nós temos que radicalizar. Radicalizar não significa virar sectário, é ir na raiz dos problemas. Temos que convocar as personalidades mundiais para uma guerra contra a fome e a desigualdade”. Lula fez sua declaração demagógica no mesmo dia em que FHC defendeu a permanência do neofascista na presidência: “O objetivo político não deve ser derrubar quem foi eleito. Temos que ter paciência histórica”. O que Lula não disse é que o PT também deseja apenas “sangrar” Bolsonaro até 2022 de olho da disputa presidencial. Está absolutamente claro que a Frente Popular capitaneada por Lula não pretende impulsionar nenhuma mobilização de massas pela derrubada de Bolsonaro, o “Fora Bolsonaro” pela via do impeachment neste Congresso do Centrão não corresponde à derrubada do governo neofascista, pelo contrário significa o “Fica Bolsonaro” até 2022 e no bojo da proposta um aceno político a Mourão e Rodrigo Maia, possíveis beneficiários de um descarte do presidente por parte da burguesia nacional. Bolsonaro vem contornando as crises de seu governo, exatamente pela inércia da esquerda reformista, que na pandemia conseguiu superar qualquer marco histórico de imobilismo e conciliação de classes. 
CLOROQUINA NÃO DAVA LUCRO: COMO O LABORATÓRIO GILEAD SCIENCE (BIGPHARMA) PLANEJOU AUMENTAR CEM VEZES SEU CAPITAL COM A PANDEMIA


Em um estudo publicado há 15 anos atrás, em 2005, no respeitado meio científico “Virology Journal”, foi declarado que a cloroquina é um potente inibidor da infecção por coronavírus Sars e eficaz em bloquear sua disseminação. Anos antes, a cloroquina havia sido aprovada pelo rigoroso CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças) nos Estados Unidos. Mas apesar de muitos cientistas no mundo inteiro terem apontado logo no início da pandemia a cloroquina como um poderoso profilático contra o patógeno, principalmente em suas manifestações iniciais, a OMS e a Bigpharma saíram em uma “cruzada santa” para demonizar o medicamento, desde informações fraudulentas de risco de óbito até a transitar atualmente para a sua “inutilidade total”. Passados alguns meses da epidemia global, vai ficando cada vez mais claro porque do objetivo da OMS em prolongara ao máximo a quarentena global, sem que atuasse para salvar uma única vida sequer, mais além da imposição da venda de milhões e milhões de testes, em sua grande maioria inúteis. Mas uma das respostas para a posição criminosa adotada pela OMS poderia ser o remdesivir produzido pela Gilead? A gigante farmacêutica Gilead Sciences anunciou na última segunda-feira (29/06) que cobrará US$ 3.120 por um curso de cinco dias do remdesivir terapêutico de coronavírus para a grande maioria da população dos EUA, incluindo as do Medicare e Medicaid. Um único frasco de remdesivir, contendo um décimo de grama do medicamento, custará 520 dólares, cem vezes mais caro que o seu peso em ouro. Isso é nada menos que a extorsão da população em meio à pandemia do COVID-19. Estima-se que o preço seja 400 vezes maior do que o que o medicamento precisa para ser rentável. A Gilead deverá ganhar US$ 1,3 bilhão com pagadores privados e públicos até o final do ano. O anúncio de Gilead envia uma mensagem clara: as empresas farmacêuticas imperialistas (Big Pharma) planejam tirar bilhões de dólares só nesta “primeira etapa” da pandemia, que já infectou mais de 10,5 milhões de pessoas e matou pelo menos 513.000 em todo o mundo. Notavelmente, Wall Street subiu 800 pontos nos últimos dois dias no noticiário com o anúncio da aprovação do remdesivir pela OMS. Não está absolutamente claro se o remdesivir, um antiviral com efeitos colaterais bem mais contundentes do que a cloroquina, é realmente eficaz no tratamento do novo coronavírus. Gilead havia testado a eficácia do remédio contra os coronavírus da síndrome respiratória aguda grave (SARS) e da síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS), o que levou a empresa a suspeitar que poderia funcionar contra o vírus pandêmico SARS-CoV-2. Médicos na China começaram a tratar pacientes de Covid em janeiro, logo no início do surto, com resultados pífios sem qualquer a associação do remdesivir com outros medicamentos. Desde então, estudos médicos sobre a eficácia do remdesivir no tratamento do Covid demonstraram que ele não reduz significativamente a taxa de mortalidade das pessoas com a doença.Os fracos resultados clínicos do remdesivir não impediram Anthony Fauci, de declarar: “Os dados mostram que o remdesivir tem um efeito positivo significativo e claro na diminuição do tempo de recuperação. Achamos que está abrindo a porta para o fato de que agora temos a capacidade de tratar o coronavírus”. O entusiasta apoio de Fauci ajudou a elevar as ações da Gilead as alturas no mercado. As ações dos gigantes farmacêuticos, se valorizaram quase cem vezes, com a ajuda da mídia que promoveu o remdesevir como "um remédio milagroso". A Gilead é apenas um dos exemplos criminosos das grandes empresas corporativas da Bigpharma, que contam com a cobertura integral da OMS. Desgraçadamente a humanidade está sendo enganada por farsantes, que travestidos de “cientistas”, representam na verdade os interesses de mais lucros para as corporações financeiras imperialistas.

quarta-feira, 1 de julho de 2020

#BREQUEDOSAPPS: MASSIVA E VITORIOSA MOBILIZAÇÃO NACIONAL
  

A greve dos entregadores de aplicativo mobilizou motociclistas e ciclistas por todo o país. De Norte a Sul do Brasil, entregadores de aplicativos cruzaram os braços e realizaram uma forte mobilização. Na capital São Paulo a categoria realizou comboios, paralisações e bloqueios em centro de distribuições. O movimento seguiu para concentração na Avenida Paulista para a realização de um ato. O movimento alcançou, além da cidade de São Paulo (SP), a região do ABC paulista e Campinas (SP), bem como as capitais Florianópolis (SC), Rio de Janeiro (RJ), Recife (PE), Goiânia (GO), Belo Horizonte (MG), São Luiz (MA), Aracaju (SE), Fortaleza (CE), Salvador (BA), Teresina (PI) e Maceió (AL) e o Distrito Federal (DF).Na cidade do Rio de Janeiro, os protestos tiveram início com uma manifestação no centro da capital, por volta das 10h30. Pouco depois das 11h, o grupo saiu do Centro e seguiu até a Zona Sul, parando nos bairros de Botafogo e Jardim Botânico. Em Fortaleza, motociclistas e ciclistas de diferentes empresas fizeram um bloqueio em frente a um shopping da capital cearense. Em seguida, o grupo saiu em comboio em direção à Praça da Imprensa, no Bairro Dionísio Torres, onde ficou concentrado. “Na pandemia, eles não distribuíram máscara e álcool gel suficientes,mas não é só isso. A gente precisa de aumento no valor da taxa de entrega, EPIs, seguro acidente. Também queremos o fim do bloqueio indevido nas plataformas. Muitas vezes a gente entrega o pedido na casa do cliente, ele vai no app e diz que não entregamos e a gente não tem espaço para se defender. É suspenso por 48 horas e fica sem trabalhar. Se a gente não trabalha, não recebe. Queremos um tratamento mais justo”, diz o entregador Everton Lima. A primeira reivindicação do movimento, que cresce a cada dia, é a garantia de refeições como almoço, jantar e café para quem passa o dia na rua trabalhando com entregas. O movimento reivindica também o aumento do valor recebido por quilômetro rodado e aumento do valor mínimo de cada entrega, que independa da distância percorrida e do tempo gasto pelo entregador, sendo o valor fixado por cada empresa. Além disso, os trabalhadores pedem o fim desses bloqueios indevidos (quando eles são bloqueados dos aplicativos sem saber o motivo), além da distribuição de equipamentos de proteção individual (EPIs) e licença quando doentes. Os trabalhadores de aplicativos de entrega fazem parte de um setor do proletariado que carrega nas costas não só as mochilas, mas carrega o peso de ser uma das categorias mais precárias de trabalho, e que sofrem as consequências da uberização das relações de trabalho e as flexibilizações de legislações trabalhistas, que para muitos são pagas com suas próprias vidas. É necessário agora organizar o movimento, dotar de uma organicidade nacional, democrática e de base, fincada em um programa de luta contra as empresas capitalistas. Por isso é importante construir uma coordenação nacional e por estados com o objetivo da realização de um encontro nacional da categoria e a criação de uma forte entidade representativa.

BUROCRACIA SINDICAL DA CTB-CONLUTAS-INTERSINDICAL ABORTA GREVE DOS METROVIÁRIOS DE SÃO PAULO: MAIS UMA TRAIÇÃO CONTRA A AÇÃO DIRETA DOS TRABALHADORES


A direção do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, um consórcio pelego entre a CTB, Intersindical e a Conlutas, centrais respectivamente controladas pelo PCdoB, PSOL (Resistência, Liga Socialista-Unidos para Lutar e outros) e PSTU abortaram a greve da categoria em nome de continuar as negociações com o Metrô no TRT. Indicaram uma nova paralisação para dia 8 de julho como mais uma manobra teatral com o objetivo de manter a farsa de um “estado de greve” para ao final trair em um acordo rebaixado com Dória, como já fizerama anteriormente em várias ocasiões. O MRT (ex-LER) sabia da farsa em curso mais tratou de manter até o final a encenação de combatividade do sindicato, desmoralizando-se completamente. Os metroviários haviam decidido entrar em greve neste 1º de Julho porque não houve recuo nos ataques contra a categoria perpetrados pelo tucano João Dória. Essa foi a decisão massiva da categoria porque o Metrô manteve os descontos no mês de junho, prometidos com o pacote de ataques neoliberais da empresa e do governo estadual. Além da greve marcada, a categoria estava realizando uma forte mobilização contra a retirada dos direitos históricos, com uso de coletes, adesivos e botons. A luta não é por aumento salarial, mas pela manutenção do Acordo Coletivo, dos direitos e do Plano de Saúde. Os metroviários são trabalhadores essenciais, não pararam durante a pandemia prestando um serviço fundamental à população, especialmente para outras categorias essenciais no combate ao coronavírus. Por isso, estão mais expostos, cada dia mais são contaminados pelo vírus. Mesmo assim, Doria e Metrô querem atacar os metroviários. A ampla maioria da categoria deu o recado à empresa e ao governo estadual. Se não recuarem da decisão, os trabalhadores iriam parar no dia 1º de julho mas a direção do sindicato sabotou a paralisação na última hora em nome de apostar nas negociações mediadas pelas justiça burguesa. Essa categoria está sofrendo um enorme ataque do governo Doria, que busca precariza muito as condições de trabalho e vida dos trabalhadores. A greve estava sendo chamada para o mesmo dia da paralisação entregadores para demonstrar essa importante unidade entre os setores. Inclusive, os metroviários exigiam que os entregadores tenham as mesmas condições de trabalho e direito que os metroviários. Para vencer é preciso unificar as lutas e superar a políticas de colaboração de classes da CUT-CTB-Intersindical-Conlutas que sempre buscam um acordo com o governo tucano para bloquear a luta. Ao contrário, faz-se necessário convocar a greve dos todo o transporte público de São Paulo para derrotar os ataques neoliberais de Dória e Bolsonaro em plena pandemia!

terça-feira, 30 de junho de 2020

A FRAUDE E UM DOS PRINCIPAIS FRAUDADORES: ANTHONY FAUCI!


Por muitas razões, o epidemiologista Anthony Fauci, o assessor especial de Trump, mostra pessoalmente suas características essenciais de charlatanismo, para quem trabalhou muitos anos chefiando o laboratório militar de Fort Detrick.  Fauci é o consultor científico por excelência da Casa Branca, um cargo científico que ocupa há muitos anos, portanto, ele não é do partido Republicano ou do outro Democrata. É representante da própria “ciência” institucionalizada e transformada em poder político de Estado acima de qualquer resultado eleitoral. Fauci é o terceiro funcionário mais bem pago em toda a burocracia federal.  Seu salário é de cerca de US$ 400.000 por ano.  Ele ganha mais do que o vice-presidente dos Estados Unidos ou o Secretário (ministro)da Justiça. Ele assumiu o cargo na mesma época do surto da AIDS, outra daquelas pandemias “pós-modernas” não decifradas até hoje, que descobriram uma disciplina até então marginal: a imunologia. Fauci não por acaso é um imunologista. O assessor da Casa Branca é um prolífico autor de artigos científicos, com quase 300 publicações das quais participou nas últimas duas décadas, embora quem duvide que realmente as tenha escrito. Fauci dirige o NIAID (Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas), outra das organizações burocráticas típicas dos Estados Unidos que unem o público ao privado sem uma solução de continuidade. O NIAID possui recursos orçamentários gigantescos: US $ 4,9 bilhões em 2017. Possui uma unidade dedicada à guerra biológica, porque no mundo de hoje é impossível separar a saúde da guerra.  É possível dizer se o capital se destina a curar ou matar, a conclusão é óbvia para os Marxistas. O montante de dinheiro desperdiçado por Fauci na pandemia da Aids nunca passou por uma auditoria ou controle social. Por 30 anos, várias empresas receberam dinheiro para trabalhar em uma vacina para o "vírus da Aids". Isso já aconteceu em todos os países do mundo, mas somente nos Estados Unidos, Fauci distribuiu mais de meio bilhão de dólares.  A gestão do dinheiro confere a Fauci um poder enorme no mundo da pesquisa médica e científica. Ele tem muitos "fiéis", incluindo grandes laboratórios da Big Pharma à sua disposição. Em uma reunião ocorrida em 2019, o NIAID participou da simulação de uma pandemia, o “Event”, o mundo teria uma "explosão surpresa  nos próximos anos”.  Em abril deste ano, Fauci pegou sua “bola de cristal” novamente: “No outono, teremos o coronavírus novamente.  Estou certo de que teremos ”, previu Fauci. Mas se em 2003 a epidemia de Sars-Cov1 desapareceu completamente, por que eles insistem agora em futuros surtos, a chamada “segunda onda”? Desde o início da pandemia, Fauci disse que o coronavírus era incurável.  Antes de 22 de maio, quando o The Lancet publicou o artigo fraudulento sobre a hidroxicloroquina, Fauci afirmou que o uso dessa substância não havia sido estudado em relação ao coronavírus, o que era uma mentira.  Em um estudo publicado em 2005 no Virology Journal, foi declarado que a cloroquina é um potente inibidor da infecção por coronavírus Sars e sua disseminação. Quinze  anos antes, a cloroquina havia sido aprovada pelo CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças) nos Estados Unidos.  Trump falou a seu favor e, em 29 de março e a substância passou a ser demonizada pela OMS, que recomendava testes como a única “substância “para debelar a infecção em milhões de infectados. Por outro lado no mundo real, ignorando a satanização da cloroquina, milhares de hospitais em todo mundo continuavam a prescrever a cloroquina salvando milhões de vidas. Se a cloroquina foi aprovada, por que Fauci não recomendou tratar os doentes com ela?  Porque, em meio à histeria, a introdução de um remédio não sujeito a nenhuma patente fecharia o mercado para as futuras poções da indústria farmacêutica: primeiro o remdesivir de Gilead e depois a tão esperada vacina financiada pela Microsoft.
O QUE JÁ FOI SEM NUNCA TER SIDO: FRAUDE DERRUBA DECOTELLI, A EDUCAÇÃO SOB O GOVERNO BOLSONARO É SOMENTE PARA FORMAR NEOFASCISTAS


Carlos Decotelli não é mais ministro da Educação. A (não)passagem relâmpago pelo Ministério do governo neofascista acabou nesta terça-feira (30/06), após ser descoberto que Decotelli apresentou informações fraudadas em seu currículo fake de tecnocrata do agronegócio. Não podemos sequer acusar a ação fraudulenta de Decotelli de “ineditismo” no âmbito da presidência de Jair Bolsonaro,todos os que habitam este governo são uma fraude. Sim, porque há outras, além das fraudes acadêmicas que Decotelli partilha com Ricardo Salles e Damares Alves.Há fraude na afetação lunática ideológica de um ministro das Relações Exteriores que afirma que a terra é plana. Há fraude na Saúde, onde um general “presta guarda” em meio a um morticínio na saúde pública, há fraude na Infraestrutura, onde se privatiza empresas e se entrega obras de governos anteriores como se fossem de Bolsonaro. Há fraude na Economia, onde um rentista neoliberal torra o patrimônio estatal para beneficiar o capital financeiro. Há fraude na Justiça, onde trocou-se um justiceiro ambicioso por um pastor burocrata que já sonha com o STF. Há fraude no astronauta ministro da anti-ciência, há fraude na fundação de defesa dos negros que zomba dos próprios negros, na cultura do entretenimento da “Malhação”, e em todas as figuras da extrema direita que povoam este reacionário governo, que serve aos interesses das corporações imperialistas. Em resumo, a grande fraude está na própria gênese deste governo, ungindo de uma eleição , manipulada e fraudada política e eletronicamente por urnas fabricadas para roubar a soberania popular.
SOBRE OS GRAMPOS DA “LAVA JATO”: A TECNOLOGIA DO DEPARTAMENTO DE ESTADO IANQUE A SERVIÇO DO REGIME BONAPARTISTA DE EXCEÇÃO
  

A corregedora-geral do Ministério Público Federal, Elizeta Maria de Paiva Ramos, determinou nesta segunda-feira (29/6) a instauração de sindicância para apurar os fatos ocorridos entre 23 e 25 de junho, quando a coordenadora do grupo de trabalho da “lava jato” na Procuradoria-Geral da República esteve em Curitiba para reuniões com integrantes da força-tarefa no Paraná. Conforme a decisão proferida hoje, a apuração será feita tanto pela “ótica do fundamento e formalidades legais da diligência quanto da sua forma de execução”. A sindicância também servirá para que seja esclarecida a existência de equipamentos utilizados para gravação de chamadas telefônicas recebidas por integrantes da equipe da força-tarefa, incluindo membros e servidores. Nesse caso, o objetivo é apurar a regularidade de sua utilização. Lembremos que os investigadores da “lava jato” grampearam o ramal central do escritório que defende o ex-presidente Lula por quase 14 horas durante 23 dias entre fevereiro e março de 2016. Ao todo, foram interceptadas 462 ligações, nem todas relacionadas à defesa do ex-presidente, mas todas feitas ou recebidas pelos advogados do escritório. A engrenagem dos grampos é a motivadora da guerra entre a procuradora Lindora Araujo, de Brasília, e a força-tareja da Lava Jato. Lindora pretendia, na visita que fez na semana passada ao pessoal de Dallagnol, puxar o fio do esquema de arapongagem do MP. Eles teriam gravado todas as conversas de quem falava com os procuradores em cinco anos de Lava-Jato. Quem eles grampearam? Pode o MP ter equipamentos para gravar quem bem entende? Como saber o que grampearam, se dois dos três equipamentos usados para as escutas teriam sumido de Curitiba? Para onde foram? A guerra envolve os interesses do clã Bolsonaro contra Moro e os lavajatistas, mas o que importa é que temos agora uma guerra entre eles. Augusto Aras, o chefe de Dallagnol, usou uma palavra forte para tentar enquadrar a Lava-Jato. Disse que os procuradores de Curitiba deveriam se submeter às leis, porque “fora disso a atuação passa para a ilegalidade, porque clandestina, torna-se perigoso instrumento de aparelhamento”. Dallagnol e Moro reinaram por meia década como os "xerifes do Brasil" apoiados pela Globo e o Departamento de Estado ianque. Com equipes próprias. Com orçamento só deles. Com autonomia para grampear quem quisessem. A investida de Aras pode não dar certo, pela reação corporativa que provoca e porque está claramente vinculada a interesses da família Bolsonaro. Pode ser corroída porque é tão suspeita quanto o que os procuradores faziam em Curitiba. Elaborada em 2013, posta em prática no início do ano seguinte a Lava Jato tinha como pressuposto básico a derrota do PT em 2014, porém não atuou decisivamente neste ano eleitoral para influenciar seu resultado. Surpreendida com a vitória de Dilma, os planos da Lava Jato tiveram que seguir passando por cima de todas as autoridades de Brasília, mas porque? Simplesmente pelo fato de Moro e seu entorno oficial (MP e PF) estarem ancorados em uma determinação do Departamento de Estado ianque, chefiado a época por John Kerry em Washington. O "USDS" traçou uma estratégia de "inteligência" em 2013 para todo o Cone Sul, onde operações no Brasil e Argentina seriam coordenadas por agentes públicos locais, o objetivo seria o de desgastar ao máximo os vínculos comerciais e políticos dos países do Mercosul com a Rússia e China. Debilitar os BRICS foi considerada uma missão da mais alta relevância para os planos internacionais dos "falcões" da Casa Branca. O objetivo de implantar um estado policial, onde todos podem ser espionados está em pleno andamento e contou com o “auxílio” da CIA. Ficou evidente que Moro e a “República de Curitiba” estreitaram os laços políticos e militares para incrementar a ingerência do imperialismo ianque no continente latino-americano, particularmente, além de estabelecerem com a CIA estratégias de perseguição a esquerda no Brasil. Nesse cardápio esteve a entrega da base militar de lançamentos de foguetes em Alcântara para o controle das forças armadas norte-americanas. Desgraçadamente, foi a própria Frente Popular comandada pelo PT que abriu esse caminho de subserviência, quando Lula estabeleceu relações mais que amistosas com o facínora Bush, o mesmo que atacou o Afeganistão e o Iraque. Da mesma forma que fizemos na época do governo Lula, denunciamos de forma vigorosa desde 2014 Moro e Deltan como fantoches a serviço do grande capital. Alertamos o papel da Lava Jato, enquanto a esquerda (inclusive Dilma) festejava o suposto “combate a corrupção” levada a cabo pelo juiz que comandava a “República de Curitiba”. A cúpula petista, particularmente o staff dilmista, apoiava a operação jurídico-policial engendrada pelo imperialismo ianque para acabar com a Petrobras e as empreiteiras nacionais. Nossa corrente política em voz solitária denunciava que o Moro havia sido formado pelo Departamento de Estado ianque e a CIA para inicialmente perseguir o PT e depois desmoralizar o conjunto do tecido político burguês do país para edificar um novo regime político, sendo a ponta de lança de um estado de exceção no Brasil com fortes traços Bonapartistas. Alertamos mais uma vez que tempos sombrios avançam em nosso país no lastro da Lava Jato e do governo neofascista de Bolsonaro, somente a entrada em cena da classe operária pode barrar a plataforma ultraneoliberal e conservadora em curso para além do palhaço neofascista que ocupa momentaneamente o Palácio do Planalto!
OS BOATOS DO NEW YORK TIMES SOBRE A GUERRA NO AFEGANISTÃO: FAKE NEWS PARA DESMORALIZAR AINDA MAIS TRUMP...


O jornal New York Times publicou na última sexta-feira (26/06) uma verdadeira farsa afirmando que uma unidade de inteligência militar russa havia oferecido dinheiro ao Taliban para matar tropas americanas na guerra de ocupação do Afeganistão. Como já afirmamos em artigos anteriores, o imperialismo ianque está sendo derrotado militarmente pela resistência afegã e procura uma “retirada honrosa” via um acordo com a guerrilha Talibã. A fraude midiática foi produzida pela própria espionagem dos Estados Unidos, declarou o Ministério das Relações Exteriores da Rússia à agência Tass no dia seguinte, ou seja, que o New York Times é o “alto-falante” que a CIA usa para propagar suas fraudes. "Essas notícias falsas demonstram claramente a fraca capacidade intelectual dos propagandistas dos serviços de inteligência americanos que precisam inventar esse tipo de bobagem em vez de relatar o que realmente está acontecendo. Blog No entanto, o que mais você pode esperar da agência de inteligência que falhou miseravelmente na guerra de 20 anos no Afeganistão ”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores da Rússia. Aproveitando a oportunidade, o Ministério russo destacou o envolvimento da espionagem dos EUA no vultuoso comércio de drogas(heroína) no Afeganistão."Devemos falar sobre fatos?  No Afeganistão, não é segredo que membros da comunidade de inteligência americana estão envolvidos no narcotráfico, em pagamentos em dinheiro aos militantes para deixar passar os comboios de transporte, em subornos de contratos para executar vários projetos pagos pelo  Contribuintes americanos. A lista de suas ações pode ser ampliada, se ele desejar acrescentou o governo Putin. Essas ações decorrem do fato de que as agências de inteligência dos EUA "não gostam que nossos diplomatas e os deles unam forças para facilitar o início das negociações de paz entre Cabul e o Talibã". Eles têm boas razões porque a farsa do New York Times já levou a ameaças diretas contra diplomatas disse a embaixada russa em Washington no sábado. “As acusações infundadas e infundadas que acusam Moscou de ser o cérebro do assassinato de soldados dos EUA no Afeganistão já levaram a ameaças diretas contra a vida dos funcionários da embaixada russa em Washington e em Londres ”, divulgou a embaixada em sua conta do Twitter. Segundo diplomatas russos, o New York Times fabrica histórias falsas contra a Rússia.  Os autores do artigo "claramente carecem de informações sobre a cooperação russo-americana no processo de paz no Afeganistão, nos programas sírio, norte-coreano, venezuelano e iraniano". "Pedimos às autoridades americanas competentes que tomem medidas efetivas para garantir o cumprimento de suas obrigações internacionais sob a Convenção de Viena de 1961 sobre Relações Diplomáticas", concluiu a embaixada. Em seu fake artigo, o New York Times afirmou que Trump havia sido informado por vários meses que os russos estavam pagando ao Taliban por matar soldados americanos.Um estímulo para a completa desmoralização de Trump, que supostamente sabendo das operações russas nada fez em defesa da tropa norte-americana. Também é uma mentira. “Ninguém relatou nada disso a Trump, reconheceu no sábado Kayleigh McEnany, secretária de imprensa da Casa Branca”, porém o estrago na imagem do patético e reacionário Trump já estava feito...Isto somado ao fato que o Pentágono trabalha abertamente pela candidatura do Democrata Joe Biden.