A ESQUERDA NÃO MORREU E ESTÁ MAIS VIVA QUE NUNCA: HOJE É A
PORTA-VOZ DA GOVERNANÇA GLOBAL DO CAPITAL FINANCEIRO

Um debate tomou conta dos meios políticos e intelectuais da
academia universitária com as recentes declarações do professor universitário e
ex-candidato a deputado federal pelo PSOL, Vladimir Safatle. O professor
afirmou na Folha de São Paulo que: “A esquerda morreu e extrema direita é a
única força real no país”. Safatle talvez esteja bem ressentido com os poucos
mais de 15 mil votos que obteve por São Paulo nas últimas eleições para a
Câmara dos Deputados. Anteriormente, em 2014, Safatle tentou a indicação do
PSOL para concorrer ao cargo de governador pelo partido, mas não conseguiu o
posto, dado a outro professor, Gilberto Maringoni. Agora Safatle, ensaindo um
“novo giro a esquerda”, voltou a criticar a composição da Frente Ampla (a qual
seu partido PSOL integra), acusando-a de
falta de base social. Instalado o debate sobre a tal “morte da esquerda”, tendo
como parâmetros ideológicos o PT e seus acólitos políticos (PCdoB, PSOL, PCO),
logo os críticos do artigo se postaram fundamentalmente em dois campos: “A
esquerda não está morta, quem morreu foi o PT”, tese representada pelo
professor Nildo Ouriques, e “A esquerda não morreu, apenas mudou” defendida
pelo professor Valério Arcary. Em primeiro lugar, para limpar logo o terreno,
é preciso afirmar que Safatle, propulsor da polêmica, é um “defunto político em
grau elevado de decomposição”, porque nutria grandes expectativas não só na via
parlamentar como trilha para mudanças estruturais nos rumos da economia
capitalista em nosso país, assim como no próprio governo burguês da Frente
Ampla, o qual apoiou entusiasticamente nas eleições de 2022, chegando a se
candidatar pela Federação Rede/PSOL, uma composição partidária financiada pelos
herdeiros do Banco Itaú e linha auxiliar direta do lulopetismo.