terça-feira, 12 de março de 2024

REVOLTA ARMADA DOS BAIRROS POBRES TOMA O PODER NO HAITI: BRASIL E EUA BUSCAM UM PAÍS PARA INTERVIR NA ILHA REBELDE 

O Primeiro-Ministro do Haiti, Ariel Henry, renunciou ao cargo na noite desta segunda-feira (11/03). O governo Henry, que já não se encontra no país, dias antes tinha sido derrubado na prática por uma rebelião armada dos bairros, liderada por milícias para-militares que tomaram o controle dos presídios, aeroporto e portos da ilha rebelde. O ex-Primeiro Ministro haitiano se encontra em Porto Rico, território norte-americano, enquanto o Departamento de Estado dos EUA organiza novamente uma intervenção militar estrangeira no país de população negra e esmagadoramente pobre.

Irfaan Ali, presidente da Guiana e atual líder da Comunidade do Caribe (Caricom), a qual o Haiti faz parte, foi quem anunciou a renúncia de Henry. Ali também declarou que participará da transição de poder no Haiti, muito provavelmente entregando o governo para uma junta provisória, sustentada por uma intervenção de uma força militar internacional.

O Haiti já tinha decretado “estado de emergência” no último dia 3 de março, depois que as penitenciárias do país terem sido atacadas por milícias armadas. Mais de 3.500 detentos conseguiram fugir, além de muitas mortes registradas pela ação militar. As milícias declararam uma “revolução” no país e já tomaram o controle dos portos e aeroportos da ilha. O ex-Primeiro-Ministro sequer pôde voltar ao país, após ter viajado ao Kenya onde foi pedir, sem sucesso, que as Forças Armadas da nação africana interviessem no Haiti.

Os criminosos da Casa Branca afirmaram que Henry poderá continuar no território ianque pelo tempo que for necessário e que o retorno dele ao Haiti depende de uma melhora na segurança do país. O agravamento da situação revolucionária no Haiti fez com que o governo burguês da Frente Ampla pedisse com urgência a implementação de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU para a criação da Missão Multinacional de Apoio à Segurança no Haiti, ou seja, Lula deseja uma nova intervenção imperialista na ilha rebelde, porém não se sente seguro neste momento para enviar novamente as Forças Armadas brasileiras para essa missão de rapinagem e repressão contra o povo haitiano.