quinta-feira, 26 de outubro de 2023

NOVA INTIFADA NA PALESTINA É O EPICENTRO DA REVOLUÇÃO MUNDIAL: O MOMENTO EXIGE LUTAR PELA VITÓRIA MILITAR DO HAMAS, JIHAD E HEZBOLLAH! ASSIM COMO NA REVOLUÇÃO NICARAGUENSE EM 79, ORGANIZAR BRIGADAS INTERNACIONALISTAS PARA COMBATER PELA DERROTA DE ISRAEL! 

Na guerra em curso na Palestina é fundamental estabelecer sem vacilações a unidade de ação política e militar com todos os adversários reais de Israel que estão no campo concreto de batalha em Gaza, na Cisjordânia, na Síria e no Líbano! Não basta apenas clamar contra os bombardeios sionistas em Gaza e declarar que “Defende a Palestina” como faz o grosso da esquerda, é imprescindível lutar de armas na mão pela vitória militar do Hamas, Jihad e Hezbollah, porque hoje a Palestina é o epicentro da revolução mundial! Para impulsionar esse combate a LBI lança neste momento um chamado as correntes políticas revolucionárias e anti-imperialistas que se postam em defesa da Palestina para a organização imediata e concreta de brigadas internacionalistas para combater pela derrota do enclave terrorista de Israel!

Assim como em 1979, durante a Revolução Nicaraguense, quando formou-se a Brigada Simón Bolívar para combater junto com a Frente Sandinista de Libertação Nacional pela derrota da sanguinária ditadura de Somoza sustentada pelos EUA agora mais do que nunca é nossa tarefa como internacionalistas e revolucionários organizar novamente brigadas que combatam ombro a ombro e na mesma trincheira com as organizações da resistência palestina pela derrota do enclave sionista assassino.

Não serão nossas diferenças políticas com o Hamas, a Jihad e o Hezbollah (assim como não foram com a FSLN) que impedirão de nos somarmos a sua trincheira de luta contra o imperialismo e o sionismo! Somente nesse terreno comum de combate poderemos impulsionar a luta consequente por um programa comunista e proletário entre as massas insurretas do Oriente Médio que se levantam heroicamente contra o jugo do sionismo e do imperialismo, inclusive pressionando os governos da região a romperem os acordos com os EUA e Israel. 

A atual Intifada Palestina é sem dúvida um feio histórico na luta dos trabalhadores do planeta, o epicentro da revolução mundial! Se há um móvel revolucionário hoje no mundo é a luta heroica da resistência palestina contra Israel. Ela não é exatamente uma revolução aos moldes “clássicos” como concebem os Marxistas, porém o levante em Gaza está muito mais próximo de uma autêntica ação revolucionária das massas oprimidas do que a “distante” disputa de eleições no interior dos regimes capitalistas, respeitando a institucionalidade burguesa como vem fazendo o conjunto da esquerda domesticada pelo mundo afora, se corrompendo até a medula em verbas estatais nos gabinetes parlamentares que sustentam a democracia burguesa. Não por acaso, quando vemos um claro enfrentamento militar entre o Hamas e Israel, essa mesma esquerda eleitoralista se limita a defender a “paz”, a chamar genericamente “parem o genocídio e as bombas”, se manifesta para que a ONU “se pronuncie em favor de um cessar-fogo”... e não sae em defesa da vitória militar do resistência no campo de batalha contra o enclave terrorista. Essa conduta reflete a própria da integração completa dessa esquerda corrompida a Governança Global do Capital Financeiro que se mantém completamente distante do combate de classe pela revolução proletária mundial.

Seria mais cômodo em nome de uma falsa “ortodoxia marxista” e sob o pretexto de delimitar-se de correntes estranhas ao proletariado (como o fundamentalismo muçulmano personificado pelo Hamas) adotar a conduta de paralisia própria de muitos agrupamentos políticos ou mesmo de falsos “intelectuais marxistas” que não apontam nenhuma orientação política concreta para a luta na Palestina e nenhum guia prático para a ação das massas diante de seus opressores... sempre usando como pretexto que estamos a milhares de quilômetros do conflito.

Ao contrário dessa conduta covarde, em cada ato e manifestação de rua que a LBI vem participando, combinamos a defesa por posições programáticas principistas como a destruição de Israel e a reivindicação de uma Palestina Soviética com a defesa da vitória militar do Hamas, Jihad e Hezbollah! Sem atravessar o rubicão da fronteira de classe, chamamos a conformação de uma frente única de ação antiimperialista e contra o sionismo nos posicionando no campo militar correto da justa luta concreta na Palestina. Nesse sentido a conformação de brigadas internacionalistas de combate ao enclave sionista e de solidariedade ativa para com a resistência palestina é um impulso concreto nessa senda proletária para a revolução socialista!

No curso da guerra da Palestina a LBI vem tratando de estabelecer uma pedagógica delimitação político-programática com setores da esquerda que desgraçadamente se recusam a impulsionar uma ampla campanha de apoio ao Hamas, a Jihad, ao Hezbollah e ao conjunto da resistência palestina diante dos ataques do enclave sionista. Na condição de uma organização militante revolucionária não poderíamos nos limitar a fazer uma “cobertura” dos fatos para meramente constatar os horrores do massacre perpetrado pelas forças nazi-sionistas. Infelizmente é o que vem fazendo quase a totalidade das correntes da chamada esquerda mundial. Adotaram a postura do pacifismo pequeno-burguês, reivindicando unicamente o fim do massacre, limitando-se a fazer apelos impotentes e piedosos pela paz no Oriente Médio e a exigir da ONU e dos governos capitalistas (cúmplices da sangrenta carnificina) para que pressionassem Israel a parar sua ação militar. Esta conduta limitada não basta! Ela tem na verdade como objetivo esquivar-se para não se posicionar claramente em pela vitória militar da resistência palestina.

A LBI foi a primeira corrente política a pontuar a força da resistência palestina via o ataque histórico do Hamas a Israel em 07 de Outubro, assim como a caracterizar o atual empatanamento da “resposta” sionista, como prenúncio do desastre militar israelense no futuro. Estes elementos vêm desembocando em reveses políticos e militares inéditos para Israel na história do conflito árabe-israelense.

Diante de todo esse cenário dramático lançamos o chamado a organização imediata de brigadas internacionalistas para combater pela derrota do enclave terrorista de Israel, como uma demonstração concreta da necessária e imprescindível unidade de ação contra o imperialismo e o sionismo! Mãos à obra para organizar as brigadas internacionalistas em apoio a resistência palestina! 

LIGA BOLCHEVIQUE INTERNACIONALISTA