segunda-feira, 22 de abril de 2024

O PROGRAMA NUCLEAR IRANIANO CONDENADO PELO IMPERIALISMO: ENQUANTO ISRAEL DETÉM CLANDESTINAMENTE 100 OGIVAS ATÔMICAS 

De acordo com várias estimativas de analistas militares, o regime sionista de Tel Aviv possui hoje mais de uma centena de ogivas nucleares com plutônio suficiente para produzir pelo menos 200 armas nucleares. Mas o que acontecerá se o enclave de Israel atacar as instalações nucleares iranianas?

A resposta foi dada categoricamente pelo comando da Guarda Revolucionária Islâmica, na voz do Brigadeiro General Haqtalab, na última quinta-feira (18/04), no caso de qualquer ação militar sionista contra instalações nucleares iranianas: ”A mão está no gatilho”.

O presidente do Irã, Seyed Ebrahim Raeisi, falando no desfile do Dia do Exército em Teerã na quarta-feira passada, também transmitiu o alerta em termos inequívocos, dizendo que qualquer “Menor agressão receberá uma resposta dura”.

O Ministro das Relações Exteriores iraniano, Hosein Amir Abdolahian, também reiterou repetidamente o alerta desde sábado. Ele deixou isto claro aos seus homólogos à margem da reunião do Conselho de Segurança da ONU em Nova Iorque. O principal negociador do programa nuclear do Irã, Ali Baqeri Kani, afirmou em uma recente entrevista que a resposta desta vez será “Em segundos e não em 12 dias”.

A operação militar do Irã contra o regime israelense, que durou várias horas na manhã de domingo, foi de âmbito limitado e cumpriu a função dupla de mapear e também desmoralizar o mito da invulnerabilidade do chamado “Domo de Ferro” do gendarme.

As armas penetraram em múltiplas camadas da defesa aérea do enclave sionista e atingiram os seus alvos, incluindo bases militares importantes perto do centro nuclear de Dimona, no deserto de Negev, em Israel. A mensagem era clara, como dizem os especialistas militares, o Irã pode dizimar o reator de Dimona se quiser. Essa ação só ocorrerá se o regime israelense provocar o Irã e a resposta militar será em legítima defesa.

Apesar da grande condenação do programa nuclear persa, os dois países mais críticos do armamento atômico do Irã são exatamente os aliados mais próximos de Israel, os Estados Unidos e a França. Estas duas potências com poder de veto da ONU ajudaram o regime sionista a desenvolver o seu programa nuclear, primeiro a França forneceu-lhe reservas de material físsil adequado para armas em meados da década de 1960 e os Estados Unidos completou a missão no início da década de 1970.

É importante ressaltar que Israel não é signatário do TNP (Tratado de Não Proliferação) e rejeitou repetidamente os apelos para aderir ao acordo-chave do regime internacional de controle de armas atômicas e também se recusou a dar acesso aos inspetores da agência nuclear da ONU às suas instalações nucleares.

Apesar disso, a agência nuclear da ONU adotou uma abordagem de “luvas de veludo” em relação a Israel, evidentemente sob pressão do imperialismo. A viagem não anunciada do chefe da AIEA, Rafael Grossi, a Tel Aviv, antes da reunião do Conselho de Gestores da Agência Nuclear da ONU em Viena, no ano passado, foi mais uma prova de conluio entre o regime sionista e a agência internacional. Os Marxistas Leninistas defendem integralmente o direito das nações oprimidas possuírem o mais amplo arsenal atômico em sua defesa nacional contra o imperialismo.