sexta-feira, 9 de junho de 2023

TRIBUNAL DO REINO UNIDO REJEITA RECURSO DE JULIAN ASSANGE CONTRA SUA EXTRADIÇÃO PARA OS EUA: SOMENTE A MOBILIZAÇÃO MUNDIAL PODE LIBETAR O FUNDADOR DO WIKILEAKS DAS GARRAS DO IMPERIALISMO IANQUE!

O Supremo Tribunal de Londres negou  permissão a Julian Assange para apelar da ordem emitida pelo governo britânico para sua extradição para os Estados Unidos, onde é acusado de 18 supostos crimes de espionagem e invasão de computadores  pelas revelações de seu portal WikiLeaks. O juiz Jonathan Swift considerou que "nenhum dos quatro argumentos" levantados pela defesa é aceitável e avaliza a autorização de entrega assinada em 17 de junho de 2022  pelo então ministro do Interior, Priti Patel. O magistrado também rejeitou, em decisão paralela, que o jornalista de 51 anos possa recorrer de partes de uma decisão de janeiro de 2021, que indeferiu sua extradição sob a alegação de que ele apresentava risco de suicídio.

Embora a decisão da juíza Vanessa Baraitser tenha sido favorável, posteriormente foi apelada com sucesso pelos EUA, tanto que a equipe jurídica de Assange reservou-se o direito de contestar posteriormente alguns dos argumentos que ela rejeitou .

Ao rejeitar esse recurso, Swift afirmou que "nada mais é do que uma tentativa de reexecutar os extensos argumentos já apresentados e rejeitados pelo juiz".

A única opção que resta aos advogados de Assange é tentar apelar  da decisão deste juiz, o que devem fazer com novos argumentos em um documento de não mais de 20 páginas, como ele mesmo providenciou.

Em uma mensagem no Twitter, a esposa do cientista da computação, Stella Assange, confirmou que na próxima terça-feira, no final do prazo, eles apresentarão seu recurso perante outros dois juízes do High Court, seu último recurso judicial no Reino Unido .

"Continuamos otimistas de que venceremos e que Julian não será extraditado para os Estados Unidos, onde enfrenta acusações que podem resultar em passar o resto de sua vida em uma prisão de segurança máxima por publicar informações verdadeiras que revelaram crimes de guerra cometidos por o governo" dos EUA, diz a mãe de dois de seus filhos.

O advogado espanhol Aitor Martínez, integrante da equipe jurídica internacional do jornalista, também explicou no Twitter que o Superior britânico "rejeita em 3 páginas, sem apreciação jurídica, todos os pontos do recurso para impedir a entrega de Julian Assange", aludindo ao ao recurso da ordem de Patel.

"Na terça-feira, a decisão será apelada. É obrigação de todos impedir essa agressão que silenciaria a imprensa livre do mundo", tuitou.

A organização não-governamental Repórteres Sem Fronteiras (RSF) também manifestou sua preocupação com a decisão de Swift, que  "deixa o fundador do WikiLeaks 'perigosamente perto' de ser entregue à justiça norte-americana.

A RSF condenou em comunicado que o juiz rejeitou os oito argumentos apresentados para revisar a decisão de Baraitser e adverte que resta apenas "uma última etapa legal" neste país.

Se os dois juízes superiores acabarem por rejeitar o recurso final que vão interpor na terça-feira, a única alternativa seria levar o caso ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, observa a RSF.

Assange está em prisão preventiva na prisão de alta segurança de Belmarsh, em Londres, desde que foi expulso da embaixada do Equador em Londres em 11 de abril de 2019, depois que Quito retirou seu asilo político.

O australiano está em cativeiro no Reino Unido há quase 13 anos apesar de não ter sido condenado por nenhum crime, primeiro em prisão domiciliária em Inglaterra fruto de um processo instaurado pela Suécia e arquivado e, entre 2012 e 2019, refugiado no embaixada do Equador em Londres, após o que entrou em Belmarsh.

Assange foi acusado de ajudar a denunciante Chelsea Manning, em 2010, quando ela entregou ao WikiLeaks - liderado por Assange - um tesouro explosivo de informações confidenciais do governo dos EUA, que continham evidências claras de crimes de guerra. Manning passou sete anos na prisão antes de sua sentença ser comutada pelo ex-presidente dos EUA Barack Obama. 

Enquanto Assange estava na embaixada do Equador e, agora, definhando na prisão de Belmarsh, o governo dos Estados Unidos tentou criar um caso intrincado contra ele. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos indiciou Assange por pelo menos 18 acusações, incluindo a publicação de documentos confidenciais e uma acusação de que ele ajudou Manning a quebrar uma senha e invadir um computador no Pentágono. Uma das acusações, de 2018, torna ainda mais nítido o caso contra Assange.

O reacionário governo Biden, que esteve por trás de toda caçada à Assange após Obama, agora espera sua extradição aos EUA, para colocá-lo em prisão perpétua. Exigimos a imediata libertação de Julian Assange, assim como desde a LBI convocamos todas as forças comunistas, socialistas e democráticas a denunciarem a operação policial patrocinada pelo imperialismo ianque que resultou na prisão ilegal do fundador do Wikileaks. Organizemos já mundialmente atos em defesa de Assange!