sexta-feira, 19 de junho de 2020

DEPOIS DE MADURO: AGORA A CASA BRANCA “PÕE UM PREÇO” PARA AS CABEÇAS DOS ATUAIS DIRIGENTES DAS FARC


O Departamento de Estado anunciou uma recompensa em troca de qualquer informação que leve à prisão e condenação de Iván Márquez e Jesús Santrich. O dirigente das FARC tinha um preço de cinco milhões de Dólares, que foi aumentado do dia 17/06 para dez milhões. No final do acordo de “paz” de 2016 entre o governo de Bogotá e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC),13.000 ex-combatentes foram desarmados e os renegados transformados em partido político, que teve fraco desempenho eleitoral no último pleito. O governo colombiano estima o número de combatentes ativos das FARC em 2.300, liderados por Márquez, que era o número “dois” na organização e seu principal negociador internacional. Em agosto de 2019, Márquez anunciou que estava pegando em armas novamente para se juntar a eles, como Jesús Santrich já havia feito. Este último se escondeu no ano passado, quando os Estados Unidos exigiram sua extradição. O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Secretário de Estado Mike Pompeo, lançou uma acusação típica contra os dois: tráfico de drogas e apoio ao governo venezuelano, de Nicolás Maduro. Atualmente, o grupo guerrilheiro reconstruído opera sem um comando unificado, de acordo com informações da espionagem do governo de Bogotá. Em uma operação contra as Farc no centro da Colômbia na quarta-feira, seis soldados morreram e oito ficaram feridos ao cair em uma emboscada, anunciou o exército. A operação foi realizada no município de La Macarena, no departamento de Meta (centro), de acordo com o comunicado do exército. "Os soldados feridos foram tratados pelo pessoal médico da unidade e evacuados de avião", disse o exército, prometendo "investigações" para "determinar as circunstâncias" que levaram à morte dos soldados. A Colômbia, segundo país mais habitado na América do Sul, depois do Brasil, continua a viver uma “guerra de guerrilha”, que em mais de cinquenta anos, já matou quase nove milhões de vítimas. O motor da luta de classes é muito mais forte do que a traição dos que pactuando com a extrema direita, pretendiam dissolver as FARC.