sábado, 30 de outubro de 2021

CHINA QUALIFICA DE “FARSA POLÍTICA” O ÚLTIMO RELATÓRIO DOS EUA SOBRE A ORIGEM DA COVID: “UMA FRAUDE ELABORADA PELO SERVIÇO DE INTELIGÊNCIA DA CASA BRANCA”

A Embaixada da China nos Estados Unidos rejeitou categoricamente os resultados do relatório sobre as origens do coronavírus publicado nesta última sexta-feira (29/10) pela Diretora de Inteligência Nacional dos Estados Unidos, Avril Haines. Em uma contundente declaração enviada por e-mail à Reuters, o porta-voz da Embaixada da China, Liu Pengyu, afirmou que "As ações dos Estados Unidos de confiar em seu aparato de inteligência em vez de cientistas para rastrear as origens do COVID-19 são uma farsa política completa". O porta-voz acrescentou que essa ação fraudulenta, para fins midiáticos apenas "prejudicará o estudo científico das origens e dificultará o esforço global para encontrar a origem do vírus".

O recente relatório dos serviços de inteligência dos EUA é uma versão atualizada de um relatório anterior divulgado em agosto e encomendado pelo presidente Democrata Joe Biden. O documento conclui que o vírus “não foi desenvolvido como arma biológica e que esses tipos de alegações são sustentadas por afirmações cientificamente inválidas”, ao mesmo tempo em que aponta que são “inconsistentes com as informações técnicas disponíveis sobre coronavírus”. Nesta direção, a Casa Branca tenta livrar a responsabilidade dos laboratórios militares do Pentágono na manifestação genética do coronavírus. O novo texto do relatório também procurou inocentar parcialmente o governo chinês pela origem da pandemia: “Especialistas acreditam que as autoridades chinesas não sabiam da disseminação da doença antes do surgimento do primeiro surto”.

No entanto, no conteúdo do relatório é detalhado que o Instituto de Virologia da cidade chinesa de Wuhan (WIV, por sua sigla em inglês) "criou anteriormente quimeras ou combinações de coronavírus semelhantes ao SARS", embora isso "não permita o suficiente para sabermos se o SARS Cov-2 foi geneticamente criado pelo WIV”. Em resumo, a Casa Branca admite uma possível uma alteração genética do coronavírus, só que por um laboratório da China.

Apesar de o relatório da CIA&Pentágono não vincular diretamente as autoridades do gigante asiático à origem da pandemia, o serviço de inteligência norte-americana expressa "A falta de cooperação de Pequim para esclarecer a origem do vírus”. Além disso, lamenta as “Inúmeras lacunas de informação relacionadas com os dados técnicos”. Diante das pesquisas científicas mais aprofundadas concluírem para a manipulação genética do coronavírus, recusando a “inocente útil” tese dos midiotas sobre a “fuga de um patógeno para contaminar um morcego”, o governo dos EUA teve que admitir a possibilidade da Covid como parte de uma arma biológica destinada para uso político na guerra híbrida, só que colocando cinicamente no colo da China a responsabilidade pela pandemia global, que serviu integralmente aos interesses do Fórum Mundial do capital financeiro de Davos.