segunda-feira, 13 de novembro de 2023

LEMBRAM DA CONTRAOFENSIVA UCRANIANA QUE IRIA DERROTAR A RÚSSIA EM POUCO TEMPO? É A MESMA NARRATIVA FRACASSADA DO IMPERIALISMO SOBRE A DERROTA DO HAMAS E A “INEVITÁVEL” VITÓRIA DE ISRAEL…

Desde Fevereiro de 2022, o Consórcio Mundial da Mídia Corporativa, ou se quiser chamar de Porta-voz do imperialismo, tem publicitado que a Rússia não poderia vencer a guerra na Ucrânia. Zelensky, apoiado por centenas de milhões de dólares dos EUA e UE, certamente prevaleceria facilmente sobre o Kremlin. No bojo desta narrativa do imperialismo Putin está sempre prestes a cair morto e um novo carregamento de “armas milagrosas” norte-americanas mudaria rapidamente a correlação de forças. Obviamente as derrotas humilhantes do neofascista Zelensky fizeram fumaça destas projeções. Poderia agora prevalecer uma narrativa semelhante na guerra do enclave de Israel contra a Resistência na Palestina?

O Consórcio Mundial da Mídia Corporativa continua fabricando uma “bolha fictícia” completamente divorciada da realidade concreta, uma verdadeira excrescência moral. Este Consórcio canceroso não consegue nem imaginar que o enclave sionista de Israel esteja sendo derrotado militar e politicamente, embora objetivamente esteja sendo desmoralizado a cada ação de suas tropas. Não conseguem descrever o Hamas como combatentes nobres e honrados, e os sionistas como terroristas covardes que matam mulheres e crianças, embora esse seja obviamente o asqueroso caso.

A esmagadora maioria da esquerda reformista, assim como na guerra da OTAN contra a Rússia, manteve-se “neutra” ou apoiando objetivamente o imperialismo, na guerra da Palestina contra o gendarme sionista mantém o pacifismo pequeno burguês como sua bandeira principal, ignorando completamente o enfrentamento militar entre as organizações da Resistência Palestina e o enclave de Israel. Para esse esgoto do reformismo, o Hamas, a Jihad e o Hezbollah são tão “terroristas“ como carniceiro Netanyahu. Por isso fingem não saber que ocorre uma guerra justa de libertação na Palestina, optando por defender abstratamente o “Fim do Genocídio”, como se esse objetivo fosse possível sem a derrota militar cabal do enclave sionista…