segunda-feira, 6 de novembro de 2023

BUROCRACIA DO UAW ENCERRA GREVE HISTÓRICA DOS OPERÁRIOS METALÚRGICOS NOS EUA: ESQUERDA REFORMISTA AINDA COMEMORA A TRAIÇÃO DE SHAWN FAIN 

No final da semana passada a burocracia dirigente do sindicato AUW chegou a um acordo provisório com a GM, o que em termos objetivos significou o fim do conflito de interesses com as três grandes empresas automóveis norte-americanas, e finalmente com uma sórdida manobra de traição, anunciou na última quinta-feira(02/10) o fim da maior greve operária na história das grandes montadoras de Detroit – General Motors (GM), Ford e Stellantis.

Durante a semana passada, foram alcançados acordos rebaixados com a Ford e a Stellantis. A base dos pré-acordos entre a burocracia do AUW e as montadoras foi um aumento salarial de 25% durante um período de quatro anos e meio, pouco acima da metade dos 46% exigidos no início da combativa paralisação. Do conjunto de demandas iniciais, jornada de trabalho de 32 horas semanais com 40 horas remuneradas, o restabelecimento das pensões tradicionais com benefícios definidos para novas contratações e compensação da inflação, entre outras demandas, permaneceu pouco.

A burocracia sindical informou que conseguiu um relativo encurtamento nos contratos temporários, o que fez com que um trabalhador recém-contratado demorasse oito anos para atingir a escala salarial de um trabalhador efetivo. O AUW também credita sua suposta “vitória” ao reconhecimento parcial pelos empregadores “do direito dos trabalhadores à greve em protesto contra o encerramento das fábricas”. 

Shawn Fain, o burocrata dirigente do UAW, sabotou a unificação de todos os setores da classe operária desde o início da greve, negociando separadamente um acordo limitado com cada corporação automobilística. Na segunda-feira, o genocida Biden comemorou o acordo traidor que encerrou a paralisação, declarando cinicamente que: “Recompensa os trabalhadores da indústria automóvel que tanto se sacrificaram para manter o setor funcionando e passar pela crise financeira do ano passado.” Como não poderia deixar de ser a esquerda reformista que durante toda a mobilização proletária ficou a reboque da burocracia vendida do UAW, também festejou o fim da greve, “lavando a cara” do corrupto Shawn Fain.