quarta-feira, 22 de julho de 2020

GREVE DOS OPERÁRIOS DA RENAULT NO PARANÁ: PARALISAR A FÁBRICA COM A OCUPAÇÃO DA EMPRESA PARA BARRAR AS DEMISSÕES E OS ATAQUES!


A Renault anunciou a demissão de 747 funcionários da fábrica de São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba. Os trabalhadores se reuniram na porta da unidade e, após assembleia, decretaram estado de greve para tentar reverter os cortes. 

A montadora propôs a abertura de Programa de Demissão Voluntária (PDV) para 800 pessoas. De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC), filiado a Força Sindical, a greve é por tempo indeterminado, até que a empresa negocie a reversão das demissões. A greve foi aprovada por unanimidade. “Queremos deixar nosso repúdio pela forma que esta empresa está agindo mesmo recebendo incentivos fiscais do governo do Estado para gerar e também manter empregos. Infelizmente não é o que a direção atual desta planta está pensando“, afirmou o presidente do SMC, Sérgio Butka. Cinicamente, em nota, a montadora disse ter feito propostas de redução salarial e de jornada, além do programa de demissões voluntárias. 

A burocracia sindical da Força disse que o sindicato tinha dado até o dia 22 para que as negociações avançassem, mas foram surpreendidos pela decisão da Renault em anunciar as demissões. Ele afirma que o SMC continua aberto para negociações, mas que a greve pode durar por tempo indeterminado caso um acordo não seja alcançado até 5ª feira. É preciso rechaçar as demissões, convocar pela base uma assembleia e deflagrar a greve com ocupação de fábrica, chamando a solidariedade de toda a categoria. É hora de resistir usando os métodos de luta da classe operária! 

Para a vanguarda classista e revolucionária este é o momento certo para apoiar fortemente a luta dos operários da Renault com toda solidariedade política e material e construir uma verdadeira oposição classista alternativa aos pelegos da mafiosa Força Sindical! Neste momento o programa de luta é a escala móvel de salários, onde os contratos coletivos de trabalho devam assegurar aumento automático dos salários, de acordo com a elevação dos preços dos carros e a escala móvel por horas de trabalho, para absorver a mão de obra metalúrgica desempregada. Ao mesmo tempo defendemos uma campanha nacional em solidariedade a luta dos operários para o cancelamento das demissões. Estatização da empresa sob controle dos trabalhadores e sem nenhuma indenização. 

Para que esta luta possa vencer é necessário superar a política de colaboração de classes da direção do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba. É fundamental para enfrentar a ofensiva dos patrões a retomada dos métodos de luta e ação direta, com assembleias massivas democráticas e greves unificadas para arrancar verdadeiros aumentos salariais e fazer avançar a consciência política da classe, a fim de aumentar o potencial de combate contra os seus inimigos de classe que têm imputado derrotas econômicas, sociais e políticas aos trabalhadores. Como sempre temos que enfrentar o perigo da Força Sindical de abrir mão da luta direta, a greve com ocupação de fábrica é o único meio para barrar as demissões, para fazer acordos vergonhosos com os patrões!