terça-feira, 28 de dezembro de 2021

SENHOR DA GUERRA: BIDEN ANUNCIA ORÇAMENTO MILITAR BILIONÁRIO PARA 2022 PREVENDO AGRESSÕES IMPERIALISTAS MUNDO AFORA

O carniceiro Democrata Biden assinou nesta segunda-feira (27) o orçamento de defesa de US$ 768 bilhões (R$ 4.320 bilhões) para o ano de 2022, que inclui também US$ 4 bilhões (R$ 22,5 bilhões) para a Iniciativa de Contenção Europeia e US$ 300 milhões para assistência à segurança da Ucrânia, segundo a Casa Branca. A Lei de Autorização de Defesa Nacional para o Ano Fiscal 2022 (NDAA, na sigla em inglês) prevê financiamento para os programas de construção militar do Departamento de Defesa, para os programas de segurança nacional do Departamento de Energia e programas de inteligência. Ao mesmo tempo, o documento não inclui sanções contra a dívida soberana da Rússia ou o gasoduto Nord Stream 2 (Corrente do Norte 2), apesar das tentativas dos legisladores de adicioná-las em meio às tensões intensificadas com Moscou pelo alegado movimento de tropas perto da Ucrânia. O texto exige relatórios bienais sobre as alegadas operações e campanhas de influência russas dirigidas contra alianças militares dos EUA. 

O orçamento também prevê cerca de US$ 7,1 bilhões (R$ 39,9 bilhões) para operações no Indo-Pacífico, com iniciativas para enfrentar os desafios provenientes da China.

Desde 2018, Washington baseia oficialmente sua política militar na perspectiva de um "grande conflito de poder", sobretudo com a Rússia e a China. Em 2017, os EUA desistiram do acordo nuclear com o Irã, exacerbando as tensões com a Alemanha e a França e preparando o cenário para um conflito militar aberto com Teerã. No verão passado, os EUA cancelaram o acordo das Forças Nucleares (INF), um sinal claro de que estavam se preparando para a guerra nuclear. 

Em 2019, Democratas e Republicanos votaram em um orçamento militar de US $ 750 bilhões (o maior da história) que rejeitou explicitamente qualquer tipo de limitação ao desenvolvimento de armas nucleares de "baixo rendimento". Outras potências imperialistas, principalmente a Alemanha, intensificaram seu rearmamento militar. 

É o prenúncio claro que a profunda crise de superprodução capitalista, na qual a pandemia é apenas uma expressão sanitária para justificar a “queima” de ativos, conduzirá a uma nova guerra mundial pelo controle dos mercados e a disputa final de uma nova hegemonia imperialista global.