terça-feira, 15 de junho de 2021

NEOFASCISTA BOLSONARO ANUNCIOU QUEIMA DO QUE AINDA RESTOU DA BR DISTRIBUIDORA: AVANÇO DA PRIVATIZAÇÃO DA ESTATAL SÓ PODE SER BARRADO COM A GREVE GERAL

O governo neofascista Bolsonaro pretende se desfazer do restante da fatia que a Petrobrás ainda tem na BR Distribuidora, maior distribuidora de combustíveis do Brasil. Na semana passada (10/06) o conselho de administração da Petrobrás divulgou uma nota, na qual informou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que irá vender toda a participação que a estatal detém,  37,5%, na companhia. Em 2018, o então governo golpista de Michel Temer vendeu  28,75% do capital da BR, por R$ 5 bilhões. Em 2019, o atual governo vendeu na bolsa outros 33,75% em ações, por R$ 8,6 bilhões. Assim, a  Petrobrás perdeu controle da sua subsidiária mais lucrativa para grupos privados, que na sua maioria são estrangeiros, como BlackRock e Vanguard(grandes fundos de rentistas), ambos norte-americanos. A FMR, Itaú, Norges Bank, Verde, Kapitalo, SPX e Opportunity estão também entre os novos acionistas da BR.

A decisão do governo de se desfazer das ações remanescentes da BR que a Petrobrás havia sido tomada pelo conselho de administração da estatal em agosto de 2020, ainda na gestão de Roberto Castello Branco, que, segundo ele, sonhava com a privatização da Petrobrás. Após sua saída da direção da estatal, assumiu o comando da estatal o general Joaquim Silva e Luna, que está no cargo desde abril. “O montante a ser arrecadado dependerá do resultado da precificação da transação”, informou em comunicado a direção da Petrobrás na última quinta.

Com isto, Bolsonaro dá continuidade ao processo de assalto e entrega do patrimônio da Petrobrás para o capital financeiro. Desde que chegou ao Palácio do Planalto em 2019, através de uma tremenda fraude eleitoral, Bolsonaro retirou do controle da Petrobrás, além da BR Distribuidora, a Transportadora Associada de Gás (TAG) – subsidiária integral da estatal que é responsável pelo transporte e armazenagem de gás natural por meio de gasodutos e terminais; a Liquigás, distribuidora do gás liquefeito de petróleo (GLP) – popularmente conhecido como gás de cozinha; e a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (FAFEN), a única fábrica de fertilizantes do País que opera com resíduo da destilação a vácuo do petróleo.

Além disso, Bolsonaro também entregou ao capital financeiro internacional, campos de produção de petróleo terrestres e da camada do pré-sal, térmicas geradoras de energia elétrica e refinarias, e mais recentemente a Refinaria Landulpho Alves (RLAM) para um fundo de investimento árabe. Como alertou o especialista Ricardo Maranhão, diretor da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (Aepet) sobre a RLAM, “cronologicamente a mais antiga, mas absolutamente moderna e eficiente refinaria”. “Nós estamos tratando da vende de uma parcela expressiva, da ordem de 13% a 14% do mercado brasileiro de combustível para um fundo de investimento estrangeiro”.

A Petrobrás está ameaçada em seu conjunto, o “fatiamento” da estatal  para fins de privatização, é parte da estratégia para “liquidar” a empresa até o fim deste governo neofascista. Os trabalhadores da estatal, concursados e terceirizados, devem empreender uma luta unificada para barrar a privatização da empresa pelo método da ação direta, organizando desde já a deflagração de uma nova greve geral!