sábado, 22 de maio de 2021

NA VÉSPERA DE GRANDES MOBILIZAÇÕES NA ARGENTINA, FERNÁDEZ DECRETA “PRISÃO SANITÁRIA”: ESQUERDA REVISIONISTA (PTS, PO, IS, MST) AFIRMA QUE É POUCO E DEFENDE O “CONFINAMENTO TOTAL”...

O presidente argentino Alberto Fernández, uma estafeta neoliberal do Fórum de Davos e da Big Pharma, anunciou na última quinta-feira um confinamento “quase total” de 9 dias, reestabelecendo obrigação de informar previamente quais movimentações sociais (pessoais) serão feitas para obter a “autorização de circulação”. Quem é interceptado sem o “passe sanitário” nas vias públicas, está exposto a ser preso e levado à justiça. A medidas de caráter típicas do fascismo sanitário, imposto pela Nova Ordem Mundial do Fórum de Davos, adotadas com a justificativa de deter o novo surto pandêmico, representam um gravíssimo ataque as liberdades democráticas e aos direitos de organização da classe operária argentina. O giro bonarpartista de direita, realizado pelo governo dito “progressista” dos Fernández, corresponde ao ingresso de uma etapa de profunda crise econômica capitalista no país, onde o regime burguês para tentar refinanciar as dívidas interna e externa junto a banca internacional (infladas exponencialmente com a pandemia), deve seguir as ordens expressas do rentismo financeiro, promovendo um duro e prolongado “Grande Reset” no país. O que chama atenção mesmo, não é o servilismo do governo Fernández diante dos organismos multilaterais do imperialismo (FMI, Banco Mundial, OMS), mas sim a subordinação completa dos grupos da Frente de Esquerda (PTS, PO, IS, MST) as ordens ditadas pelo capital financeiro. Os grupos da Frente de Esquerda e apêndices (Altamira e MAS), não só apoiaram as draconianas medidas do governo capitalista, como as consideram “limitadas”, exigindo um “Isolamento Social mais prolongado”. Isto quando na Argentina estavam se processando uma sequência de grandes mobilizações populares, principalmente nas províncias mais castigadas com a crise econômica, os cretinos revisionistas da FIT, querem evitar a todo custo que o país não trilhe o mesmo caminho da Colômbia, e de mãos dadas com Fernández espalham o terror sanitário contra a ação direta das massas.

A medida do governo vai vigorar entre este sábado, dia 22 de maio e domingo, 30 de maio nos bairros com suposta maior gravidade de surtos. Enquanto estiver em vigor, apenas podem circular as pessoas que realizam tarefas essenciais e devem ter o Certificado Único de Circulação correspondente. Qualquer mobilização social e movimento popular de luta será severamente reprimido.

Trens, metrôs e ônibus foram reservados para uso exclusivo de trabalhadores essenciais, que deveriam apresentar o certificado sanitário para embarcar. A partir de hoje ninguém poderá circular na rua sem autorização, nem mesmo no próprio veículo. Algo somente visto no período mais cruel da Ditadura Militar de Videla.

O Código Penal argentino poderá impor, em caso de descumprimento desta autorização, pena de prisão de quinze dias a um ano, e isso dependerá do que as forças de segurança do Estado burguês reportarem ao tribunal judicial que responsabilizar o infrator. É esse regime de fascismo sanitário, impulsionado para conter a revolta das massas, que a esquerda revisionista caracteriza como “defesa da vida e da ciência”....