sábado, 1 de maio de 2021

ESPANHA VAI A LUTA NESTE 1 DE MAIO: TRABALHADORES SAEM AS RUAS ENFRENTANDO REPRESSÃO DO GOVERNO “SOCIALISTA”

Neste Primeiro de Maio, em um massivo ato ocorrido em Madrid, os trabalhadores fizeram questão de caminhar pelas ruas da cidade desafiando a repressão do governo “socialista” do PSOE em aliança como a “nova esquerda” do Podemos. Os milhares de ativistas sociais levavam cartazes e faixas exigindo “Cortes Zero”, ou seja, que o governo central pare com os cortes nos investimentos públicos e programas sociais e façam retornar dos direitos trabalhistas, em especial o da garantia de negociação coletiva.Os trabalhadores expressaram este anseio dirigindo-se em praça pública diretamente aos governantes supostamente “socialistas”, exigindo a revogação das “reformas”neoliberais, tanto a trabalhista quanto a previdenciária, também reivindicaram reajuste do Salário Mínimo, que acaba de ser congelado (usando como justificativa a pandemia), e a contenção dos preços e reajustes dos imóveis.

Ao saudar o retorno dos trabalhadores às ruas do Estado Espanhol, o MPR (Movimento de Resistência) destacou que isto: “É para fazer frente à precariedade permanente, a desigualdade instalada e às enormes incertezas que corroem milhões de pessoas, porque a melhor vacina contra a miséria moral da esquerda neoliberal e do fascismo, é convencer os mais pobres que lutem com seus próprios métodos de ação direta”.

“Queremos nos dirigir às centenas de milhares de espanhóis que seguem vivendo mal, aos que habitam os 1,2 milhão de lares atingidos pelo desemprego, aos que têm que fazer fila para se manterem vivos aos que estão afetados pelas demissões massivas efetuadas por algumas das grandes empresas do país e pelas corporações do setor financeiro que, depois de tudo que se dedicou para o ‘saneamento’ dos bancos, o devolvem com demissões”, declarou um militante sindical alertando para as ameaças de demissão pelo BBVA e pelo CaixaBank.

Essa foi a tônica dos protestos no ato unitário deste 1º de Maio em Madri, que se estendeu por outras cidades do país.O ato em Madri se deu pouco antes das eleições para a Prefeitura da capital do país, previstas para o próximo dia 4 de maio, onde se enfrentam às velhas forças da direita neofascista e a esquerda burguesa Social Democrata, que tem o controle do governo central, sendo hoje a responsável pelo arrocho salarial e repressão sanitária contra os direitos dos trabalhadores e o povo oprimido.